
Por que você volta para quem te machuca?
Você sabe que aquela relação machuca. Já identificou o padrão, ouviu conselhos, prometeu que seria a última vez. Mesmo assim, quando a distância aparece, alguma coisa puxa você de volta.
23 sept 2026
Arthur Almeida Caram Andre
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De fora, isso pode parecer falta de amor-próprio ou de força. Por dentro, costuma ser mais complexo. Um vínculo não é feito apenas do que acontece hoje. Ele também encontra histórias antigas, expectativas, medos e formas de buscar segurança que foram aprendidas muito antes dessa pessoa chegar.
O conhecido pode produzir uma sensação estranha de familiaridade, mesmo quando dói. Não porque sofrimento seja amor, mas porque o psiquismo tende a reconhecer caminhos que já percorreu. Às vezes, você não volta apenas para a pessoa. Volta para a esperança de que, desta vez, o final será diferente.
Relações marcadas por aproximações e afastamentos também podem intensificar a espera. Um gesto de carinho depois de um período de silêncio ganha um peso enorme. A incerteza mantém sua atenção presa ao próximo sinal e transforma pequenos momentos de alívio em provas de que ainda vale insistir.
Nada disso significa que você esteja condenado a repetir. Significa que romper um vínculo pode exigir mais do que entender racionalmente que ele faz mal. Exige reconhecer o que aquela relação representa, o que você teme perder e que parte de si continua tentando ser escolhida, reparada ou confirmada ali.
Na terapia, a pergunta deixa de ser “por que eu simplesmente não vou embora?” e pode se tornar mais precisa: o que me faz permanecer? O que o afastamento desperta? Que tipo de amor aprendi a reconhecer? O que acontece quando alguém oferece presença sem que eu precise lutar por ela?
Sair de um ciclo não acontece por humilhação nem por cobrança. Acontece quando você consegue olhar para a repetição com honestidade, construir outros recursos e perceber que familiaridade não é o mesmo que cuidado.
Você não precisa se culpar por ainda estar ligado. Mas pode começar a compreender o que mantém esse vínculo — e construir uma escolha diferente.
Quem sou eu?

Milena Zanotto Longhi
CRP:

07/43499
Atendimento:
Online
Sou psicóloga formada pela FSG (Faculdade da Serra Gaúcha) e pós-graduada em Psicanálise e Análise do Contemporâneo pela PUCRS. Atuo na clínica com adultos e idosos, a partir da abordagem psicanalítica.
Na minha prática clínica, busco oferecer um espaço de escuta e acolhimento, onde você possa falar sobre aquilo que faz sentido para você. Acredito na importância de um espaço seguro para que cada pessoa possa olhar para sua história e para as diferentes etapas da sua vida, com liberdade e sem pressa. Nesse processo, podemos compreender melhor aquilo que hoje causa sofrimento e buscar novas possibilidades para lidar com o que você está vivendo.
Se fizer sentido, entre em contato. Será um prazer receber você!
Valor da Sessão / Tempo de duração
R$ 80,00
/
50 minutos
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