
Você está sempre disponível para todo mundo.
Resolve o problema da amiga. Apoia a colega. Cuida da família. Está lá quando chamam e muitas vezes antes mesmo de chamarem, porque você já antecipou que ia precisar, já organizou a solução, já estava pronta.
Mas quando alguém pergunta o que você precisa, você trava.
Ajudar como fuga
Ajudar os outros pode ser uma das coisas mais bonitas que existe. Genuinamente. A capacidade de estar presente para quem precisa, de oferecer cuidado, de sustentar o outro num momento difícil, isso tem um valor real.
Mas também pode ser uma fuga muito bem disfarçada.
Quando focar no problema do outro é mais fácil do que encarar o seu. Quando estar ocupada cuidando é uma forma de não parar para se perguntar como você está. Quando a vida dos outros vira um refúgio da sua própria, um lugar onde você sabe o que fazer, onde se sente útil, onde tem um papel claro.
A diferença entre cuidar por amor e cuidar por evitação nem sempre é óbvia. Muitas vezes está no que acontece quando ninguém precisa de você. No vazio que aparece quando não tem ninguém para salvar. Na inquietação que surge quando a vida fica quieta e você se vê sozinha consigo mesma.
O que Jung dizia sobre isso
Jung entendia que o que evitamos em nós mesmas aparece de outras formas. Que a psique encontra caminhos criativos, e muitas vezes tortuosos, para lidar com o que não conseguimos olhar diretamente.
E às vezes aparece exatamente assim: na compulsão de resolver, de salvar, de estar sempre presente para o outro. Como se cuidar dos outros justificasse não se cuidar. Como se ser necessária fosse o suficiente para existir. Como se o valor de estar no mundo dependesse de quanto você consegue fazer por quem está ao redor.
A pergunta que ninguém faz para a salvadora
Quem salva você?
Não porque você é fraca. Não porque precisa ser resgatada. Mas porque todo ser humano precisa de cuidado, inclusive quem passa a vida inteira cuidando. Inclusive quem parece não precisar. Inclusive quem aprendeu tão bem a não precisar que já nem sabe mais o que é precisar.
E enquanto você está olhando para todo mundo, você vai ficando para depois. Sempre para depois. Com a promessa silenciosa, feita a si mesma, sem nunca ser cumprida, de que quando as coisas acalmarem, aí sim você vai se cuidar.
Mas as coisas não acalmam. E você continua esperando.
O que existe por baixo
Esse padrão tem raiz. Tem história. E tem caminho.
Entender de onde vem essa necessidade de salvar, o que ela está protegendo, o que você está evitando olhar quando faz isso, o que aconteceria se você parasse, é exatamente o tipo de trabalho que a psicoterapia analítica acompanha.
Não para você deixar de cuidar das pessoas que ama. Mas para que esse cuidado venha de um lugar de escolha, e não de uma necessidade que nunca foi nomeada.
Se você se reconheceu aqui, me encontre pelo abaixo, na plataforma. Vamos entender juntas o que está por baixo disso.
Thainá
Quem sou eu?

Viviane dos Santos Cavalari
CRP:

06/224932
Atendimento:
Online
Sou psicóloga de orientação analítica (junguiana) e dedico minha escuta a acompanhar pessoas em suas jornadas de redescoberta, transformação e reencontro consigo mesmas.
Entendo a terapia não como um lugar de julgamentos ou de fórmulas prontas, mas como um espaço seguro de travessia. Na perspectiva junguiana, não olhamos para a sua dor, ansiedade, crises ou angústias apenas como sintomas a serem eliminados a qualquer custo — mas como convites do seu inconsciente para olhar para aquilo que precisa de atenção, cuidado e integração.
Valor da Sessão / Tempo de duração
R$ 60,00
/
60 minutos
Últimas publicaciones de este terapeuta



