
Saúde mental para as mulheres: é diferente?
A saúde mental e o acesso a ela possui diferenças no contexto quando as questões de gênero e sexo são consideradas. O funcionamento dos...
26 mar 2024
Maria Cecília Guarnieri
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A saúde mental e o acesso a ela possui diferenças no contexto quando as questões de gênero e sexo são consideradas. O funcionamento dos pensamentos e emoções é o mesmo para todos os humanos. Porém, suas implicações e sequelas podem se mostrar distintas quando inseridas em diferentes realidades e perspectivas.
Vários estudos têm revelado uma série de situações específicas que afetam diretamente a saúde mental das mulheres. As estatísticas mostram que há maior probabilidade de mulheres serem diagnosticadas com transtornos de saúde mental. Segundo os últimos dados, 1 em cada 5 mulheres apresenta Transtornos Mentais Comuns (TMC) e a taxa de depressão é, em média, mais do que o dobro da taxa de homens com o mesmo sofrimento, podendo ainda ser mais persistente nas mulheres. Fatores sociais, culturais e biológicos desempenham um papel significativo nessa disparidade. As mulheres enfrentam desafios únicos, como disparidades de gênero no acesso aos recursos, sobrecarga e trabalho, violência de gênero, desigualdade salarial, abusos sexuais e negligência de cuidados são algumas das questões sociais que afetam exclusivamente a saúde mental de mulheres cisgênero.
Além disso, o ciclo vital e biológico dessas mulheres, incluindo eventos como puberdade, gravidez, menopausa etc, também pode influenciar sua saúde mental. A síndrome pré-menstrual (SPM), a síndrome do ovário policístico (SOP), a endometriose e a tensão pré-menstrual (TPM) são alguns exemplos de condições que afetam milhares de mulheres e podem ter um impacto negativo muito grande em seu bem-estar psicológico.
Quando abordamos a saúde mental feminina, precisamos considerar a complexidade e a interseccionalidade das experiências de cada mulher, buscando abordagens inclusivas e sensíveis na promoção do bem-estar psicológico para todas.
Apesar de todos esses desafios, já fizemos bastante progresso e estamos indo longe. Temos que acreditar na melhoria e evolução. Se precisar de ajuda para encarar esse mundo enquanto mulher, não hesite em buscá-la. Buscar psicoterapia também é um ato revolucionário e de coragem.
Sobre a autora M. Cecília Guarnieri
Psicóloga Clínica
CRP: 06/178857
Instagram: @mariacecipsi
Whatsapp: (19) 993236539 Conheça o perfil de Cecília no Terappia clicando aqui
Quem sou eu?

Ivana Machado Schena
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Olá. Me chamo Ivana, sou psicóloga clínica graduada pela Universidade Luterana do Brasil (ULBRA) e atual pós-graduanda em Clínica Psicanalítica pela Universidade Franciscana (UFN). Oriento minha escuta através da psicanálise, tendo como ênfase de estudos temas como sexualidade, gênero, feminilidade, educação, luta antimanicomial e arte.
O gosto pela palavra - e o que é possível narrar através dela - aliado à curiosidade genuína em ouvir histórias, sem restrições morais, são os pilares que sustentam minha prática clínica. Ao acompanhar vidas que surgem, renúncias - a dor e o prazer que viver desperta -, o psicólogo/analista aposta no surgimento de um novo sujeito, ato que só é possível dentro de uma relação segura, confortável e de cuidado.
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