
Se você vive dizendo "depois eu faço" ou nunca consegue realmente fazer algo que se propõe a fazer, esse texto é para você!
A procrastinação é um tema cada vez mais presente na nossa vida cotidiana. Muitas vezes confundimos a procrastinação com a preguiça ou com a falta de disciplina, mas você sabia que ela pode ser vista de uma outra forma?!
Na perspectiva fenomenológico-existencial vemos a procrastinação como um comportamento de evitação. Evitação do desconforto da angústia e principalmente, da responsabilidade diante dos nossos próprios projetos de vida.
Sob a ótica de Martin Heidegger, a procrastinação pode ser compreendida como um modo de existir impessoal, no qual o indivíduo se distancia de si mesmo e de suas possibilidades futuras. Deseja-se um objetivo, mas não se trilha o caminho necessário para alcançá-lo e o que acontece é a estagnação.
Ao procrastinar, a pessoa experimenta um alívio imediato — uma sensação momentânea de escapar de algo que parece difícil ou incômodo. No entanto, com o tempo, esse alívio dá lugar a um mal-estar mais constante: surge a percepção de estagnação e a consciência de não estar fazendo o que se considera importante.
Projetos significativos exigem implicação, dedicação e, inevitavelmente, o enfrentamento de tarefas que nem sempre são agradáveis. Procrastinar, nesse sentido, é uma tentativa de fugir dessa dimensão inevitável da existência, é quando colocamos sempre aquela tarefa importante para depois, acontece que esse “depois” pode nunca acontecer.
A procrastinação sem solução?
Procrastinar em alguma medida é normal, mas quando isso torna-se um padrão, nós não conseguimos progredir. Por isso, não é possível eliminar totalmente, mas sim reduzir a procrastinação e isso não significa eliminar o desconforto, mas sim aprender a integrá-lo na sua vida. Trata-se de aceitar desconfortos temporários para ter um conforto maior de estar fazendo o que precisa ser feito e estar agindo em direção a um propósito maior, a um objetivo de vida.
Outro ponto importante é compreender que a motivação nem sempre precede a ação. Muitas vezes, é no fazer — mesmo sem vontade — que o movimento se inicia e o hábito se constrói.
Por fim, é essencial destacar que nem toda dificuldade em agir está relacionada apenas à procrastinação. Questões emocionais e até físicas podem limitar significativamente a capacidade de realizar tarefas. Quando até atividades simples se tornam difíceis e geram sofrimento, temos um sinal de alerta! Nesses casos buscar acompanhamento psicológico é um passo importante para um cuidado mais adequado e individualizado.
Conte comigo para te auxiliar nesse processo.
Psicóloga Raíssa Muffato Salomão




