
Existe uma partilha comum na clínica, nas instituições, em basicamente por todos os lugares, que é o desconforto diante das redes sociais. Não é raro ouvir de colegas, amigos, familiares, que um sentimento grande de insuficiência os acomete a partir do contato com conteúdos nas redes, sobretudo os alegres.
São imagens de viagens, de casais apaixonados, amigos em comunhão, conteúdos que se voltam para o enquadre de uma vida perfeita, ou pelo menos bastante bonita e ou interessante de se ver e de se acompanhar. A beleza ou a capacidade de nos prender a atenção não está em questão, mas seus efeitos. O que acontece quando alguém que está atravessando dificuldades é bombardeado com esses estímulos através de uma tela? O que se passa com uma mulher que acabou de sofrer uma perda gestacional ao ver que seu algoritmo não para de lhe entregar conteúdos sobre maternidades cheias de sentido?
O avanço das redes sociais é um movimento complexo, com incontáveis pontos a serem postos na balança, discutidos, ponderados, criticados e, por fim, repensados. Mas, equanto este movimento acontece, quantas pessoas estão sendo tragadas para uma desfile sem fim de vidas perfeitas, enquanto sequer percebem que suas próprias ficaram para trás? E quanto sofrimento pode causar perceber isso?
Atualmente, as mais diversas áreas das ciências humanas se debruçam sobre o tema das redes sociais e seus efeitos. Aqui, gostaria de propor a reflexão em torno do que podemos diante de tanto poder alienante de nosso próprio desejo. Aposto no espaço aberto, livre na medida do possível, para que as pessoas possam falar sobre o que lhes aflige. Para que, a partir de então, seja realizada uma costura de sentido, entre o local em que ela está e onde se localiza seu próprio desejo. Desejo este que não cabe em fotos do instagram ou vídeos no tiktok. Desejo que fala de algo muito mais íntimo e particular de cada sujeito.
Em síntese, todos estamos no mesmo barco, submetidos ao poder capilarizado das redes sociais. É verdade que, pelas redes, parece haver festa por todo lado. É verdade também que, sabemos, essa festa é mentirosa, e que mesmo assim sofremos. O que podemos diante disso?
Minha aposta é no desejo de cada um.
Quem sou eu?

Lanna Isabel Ferreira Barbosa
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Olá, seja bem-vindo! Me chamo Lanna, sou psicóloga da abordagem TCC (Terapia Cognitivo-Comportamental) e estou aqui para lhe auxiliar neste difícil mas também recompensador processo de descobrimento que a terapia pode lhe trazer. Vamos embarcar juntos nesta jornada?
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