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Nem tudo o que chamamos de “normal” combina com quem somos. Muitas vezes, apenas repetimos maneiras de viver que aprendemos para caber, agradar e não decepcionar.
A análise não busca ajustar o sujeito a um modelo ideal, mas ajudá-lo a reconhecer quando aquilo que antes o protegia passou a aprisioná-lo.
Inventar a própria norma não significa viver sem limites. Significa construir uma forma de existir mais próxima do próprio desejo e menos guiada pela obrigação de corresponder às expectativas dos outros.
Talvez a pergunta não seja “como voltar a ser normal?”, mas: “como desejo viver a minha vida?”
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