

O conceito de envelhecimento ativo é o processo de otimizar as oportunidades de saúde, participação e segurança, a fim de melhorar a qualidade de vida à medida que as pessoas envelhecem.
No entanto, para uma parte da população mais velha, ainda que cada vez mais tarde, este é um período de perda. Perda da independência, da autonomia, das pessoas mais próximas e, por vezes, do próprio lar. Por isso, a atribuição do estatuto de “velho” integra, não raras vezes, a perda irrecuperável da própria identidade.
Neste período de fragilidade, são comuns os sentimentos de desesperança, inutilidade e impotência. Muitas vezes, uma grande maioria tem que deixar suas casas, onde moraram durante anos e construíram toda a sua vida. É um processo muito traumático. A decisão de permanecer com a família, morar sozinho ou mudar para uma casa geriátrica depende de fatores como o estado de saúde, poder econômico e o suporte da respectiva família e a disponibilidade emocional e de tempo.
