
Pensa comigo.
Quando você sente dor de estômago, toma um remédio para a dor passar. Mas raramente pergunta: o que está causando essa dor?
Com a ansiedade, com a angústia, com a tristeza a gente faz a mesma coisa. O impulso é tirar. Distrair. Ocupar. Acelerar. Qualquer coisa que faça parar de doer agora.
E faz sentido, ninguém quer sentir isso.
O sinal que a gente insiste em desligar
Mas a angústia, assim como a dor física, raramente é o problema. Ela é o sinal.
E quando a gente passa a vida inteira desligando o alarme sem investigar o incêndio, o incêndio continua lá. Menor às vezes, mais silencioso por um tempo, mas lá.
O que eu vejo se repetir no consultório é exatamente isso: a mulher que busca incessantemente se livrar do sintoma. Que trata a ansiedade, a tristeza, a angústia como inimigos a eliminar. Que experimenta técnicas, aplicativos, práticas, medicações, e encontra alívio temporário, mas nunca para para perguntar o que está por baixo.
O que isso está tentando me dizer? Para onde essa dor está apontando?
Essas perguntas assustam. Porque ficar com elas significa, por um momento, não fugir.
Sustentar não é sofrer à toa
Sustentar a angústia não é o mesmo que sofrer sem motivo. Não é resignação, não é masoquismo, não é ausência de cuidado consigo mesma.
É ter coragem de ficar com ela tempo suficiente para entender o que ela carrega. Para ouvir o que ela está dizendo antes de mandá-la embora.
É o trabalho mais difícil e o mais transformador. Porque quando você entende o que o sintoma guarda, ele não precisa mais gritar para ser ouvido.
Tirar alivia. Entender transforma.
Tirar o sintoma alivia. E às vezes o alívio é necessário, não estou dizendo o contrário.
Mas entender o que ele guarda, o que ele aponta, o que ele está tentando proteger dentro de você, esse é o caminho que muda algo de verdade. Não na superfície, mas na raiz.
Esse é o tipo de trabalho que faço na psicoterapia analítica. Não é para todo mundo, e tudo bem. Mas se você já se cansou de só apagar o alarme, se você sente que quer entender de verdade o que está acontecendo dentro de você, me encontre aqui abaixo.
Thainá





