
A infância é a base da nossa vida. É nesse período que construímos a nossa percepção de mundo, de nós mesmos e dos outros. No entanto, para muitas pessoas, essa fase foi marcada por traumas profundos, como o abuso – seja ele físico, emocional ou sexual. Embora as marcas não sejam visíveis, o sofrimento e as consequências desses abusos podem ecoar por toda a vida adulta.
O abuso na infância deixa feridas abertas na psique, que se manifestam de diversas formas na vida adulta. É comum que sobreviventes de abuso desenvolvam problemas como baixa autoestima, ansiedade, depressão, dificuldade em estabelecer relacionamentos saudáveis e tendência a se envolver em situações de risco. Essas pessoas podem ter uma sensação constante de que algo está errado com elas, se sentindo indignas de amor e felicidade.
O ciclo do trauma
Muitas vezes, a pessoa que sofreu abuso na infância reproduz, sem perceber, padrões de comportamento que a machucam. Elas podem ter dificuldade em confiar nos outros e desenvolver um medo de intimidade, resultando em relacionamentos superficiais ou até mesmo abusivos. A busca por validação externa, por vezes, leva a escolhas arriscadas e prejudiciais, pois a pessoa pode não ter aprendido a se valorizar.
É importante ressaltar que a culpa nunca é da vítima. A criança é completamente vulnerável e não tem as ferramentas para se defender ou compreender o que está acontecendo. O processo de cura, no entanto, é de responsabilidade do adulto, que agora pode buscar ajuda profissional para quebrar esses padrões e reconstruir sua vida.
O caminho da cura
A terapia psicológica é fundamental para lidar com os traumas da infância. Através de um acompanhamento com um profissional, é possível:
Entender e ressignificar o passado: a terapia ajuda a compreender como as experiências de abuso moldaram a sua vida, permitindo que você as enxergue sob uma nova perspectiva.
Fortalecer a autoestima: o terapeuta trabalha junto com você para reconstruir sua autoconfiança e perceber seu valor, independentemente do que aconteceu.
Aprender a lidar com as emoções: muitas vezes, os sobreviventes de abuso têm dificuldade em expressar o que sentem. A terapia oferece um espaço seguro para explorar essas emoções e desenvolver mecanismos saudáveis para lidar com elas.
Construir relacionamentos saudáveis: ao trabalhar a confiança e a comunicação, a terapia prepara você para construir relações mais positivas e seguras com as pessoas ao seu redor.
A jornada de cura é um processo gradual e, muitas vezes, doloroso. É preciso coragem para revisitar essas memórias e trabalhar nelas. No entanto, é um caminho que leva à liberdade e a uma vida mais plena e feliz. Se você se identificou com este texto, lembre-se: você não está sozinho e a ajuda está disponível. Agende uma consulta com um psicólogo e comece hoje mesmo a sua jornada de transformação.
Para saber mais sobre como a terapia pode ajudar, entre em contato e agende sua primeira sessão.





