
Eu sei que parece difícil. A gente foi ensinada que se posicionar é grosseria, que responder é falta de educação, que o melhor é deixar passar e manter a paz.
Mas deixa eu te perguntar uma coisa: paz para quem?
O peso que fica com você
Quando alguém te constrange e você absorve em silêncio, você fica com o peso de uma situação que não foi você quem criou. A outra pessoa vai embora leve. Você fica com aquilo guardado por dias remoendo, repassando, pensando no que poderia ter dito, se perguntando por que não falou nada.
Devolver o constrangimento não é briga. Não é grosseria. Não é falta de educação ou de maturidade. É simplesmente se recusar a ser a única a carregar o que não é seu.
De onde vem o silêncio
Tem mulheres que foram ensinadas desde pequenas a sustentar o constrangimento alheio. A sorrir quando não queriam. A rir de piadas que diminuíam. A deixar passar quando deveriam se posicionar. A minimizar o próprio desconforto para que o ambiente ficasse tranquilo, para que ninguém se sentisse mal, para que não houvesse conflito, para que ela não fosse vista como difícil.
E isso foi virando um padrão. De silenciar. De minimizar. De achar que o que sentiram não era tão importante assim.
Mas era. É.
Esse padrão não nasce do nada. Ele se constrói em ambientes onde a voz da menina não tinha espaço, onde se posicionar tinha consequências, onde manter a harmonia era mais valorizado do que ser honesta sobre o que estava sentindo. E a mulher adulta herda esse aprendizado e continua pagando um preço que nunca deveria ter sido dela.
O que é devolver o constrangimento
Devolver o constrangimento pode ser uma frase direta. Pode ser não rir de uma piada que te diminuiu. Pode ser nomear o que aconteceu sem se desculpar por isso. Pode ser simplesmente não sorrir quando não quer sorrir e não explicar por quê.
Não precisa ser agressivo. Não precisa ser ensaiado. Só precisa ser honesto.
Você não é obrigada a proteger as outras pessoas do desconforto que elas mesmas criaram. Você não precisa administrar o mal-estar de quem te constrangeu. Você não precisa fazer esse peso caber dentro de você para que o ambiente fique leve.
O que está por baixo do silêncio
Quando uma mulher percebe que carrega esse padrão há muito tempo, o trabalho não é só aprender a falar. É entender o que, dentro dela, ainda acredita que se posicionar é perigoso. O que ela ainda teme perder quando ocupa espaço. O que foi ensinado a ela sobre o que acontece com mulheres que não ficam quietas.
Essas crenças são antigas. E são exatamente o tipo de coisa que se trabalha num processo terapêutico, não para transformar você em alguém agressivo, mas para que você possa escolher, conscientemente, o que carrega e o que devolve.
Você tem direito de não sorrir quando não quer sorrir. Sempre teve.
Se isso ressoou em você e sente que quer entender o que está por baixo do seu silêncio, me encontre aqui abaixo.
Thainá
Quem sou eu?

Tatiana Clamblor Perandin Fiacador
CRP:

06/165105
Atendimento:
Online
Olá, meu nome é Tatiana Clamblor, psicóloga Clínica, Logoterapêuta e Educadora em Diabetes.
Trabalho ao lado de pessoas que vivem com doenças crônicas e autoimunes — do diagnóstico até todo o processo de tratamento — além de acolher questões como aceitação, luto, ansiedade, depressão, burnout e autoconhecimento.
Cada história é única, e a psicoterapia é um espaço para você entender a sua, no seu tempo.
Valor da Sessão / Tempo de duração
R$ 80,00
/
50 minutos
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