
Não é só a criança que descobre o mundo pela primeira vez.
É a mãe que descobre partes de si mesma que só existem nesse encontro. Quando a filha engatinha, algo na mãe também se move. Quando ela fala as primeiras palavras, algo na mãe também encontra uma voz. Quando ela vai para a escola pela primeira vez, algo na mãe também enfrenta um novo começo.
Cada fase da criança convoca uma fase na mulher.
O que a psicologia analítica vê nesse movimento
Sylvia Brinton Perera, em seus estudos sobre maternidade e psicologia junguiana, fala exatamente sobre isso, como as fases da criança vão ativando na mãe partes que estavam dormentes, esquecidas ou nunca elaboradas. Como a criança, ao crescer, funciona como um espelho que devolve à mãe o que ela ainda carrega de não resolvido.
As projeções aparecem. A sombra emerge. E a maternidade se torna, também, um convite ao autoconhecimento mais profundo muitas vezes sem avisar, muitas vezes sem que a mãe esteja preparada para o que vai encontrar.
Consciente ou não, esse movimento acontece. A questão não é se ele vai acontecer, é o que a mãe vai fazer com o que ele traz à tona.
Quando o espelho mostra o que ainda não foi elaborado
Tem fases da filha que ativam fases que a mãe nunca viveu direito. Que tocam em feridas antigas. Que trazem à tona o que ficou incompleto na própria infância, na própria adolescência, na própria história.
A filha que começa a se impor faz a mãe se perguntar se ela mesma aprendeu a se impor algum dia. Se teve espaço para isso. Se foi permitido.
A filha que descobre o próprio corpo faz a mãe revisitar a relação com o dela. O que ela foi ensinada a sentir sobre esse corpo. O que ela aprendeu a esconder.
A filha que começa a separar o mundo dela do mundo da mãe, que reivindica um espaço próprio, uma voz própria, uma identidade que não se confunde com a da mãe, faz a mãe se perguntar onde está o mundo dela própria. Se ela ainda existe fora da maternidade. Se ela sabe quem é quando não está sendo mãe.
Essas não são perguntas fáceis. E não são perguntas que surgem de fraqueza. Surgem de um encontro entre a mulher que a mãe foi, a mulher que ela é, e a mulher que a filha está se tornando.
Ser criada de novo
Maternidade não é só criar. É também ser criada de novo.
É crescer em lugares que você pensava que já havia crescido. É se deparar com você mesma de um jeito que nenhuma outra experiência provoca igual com uma intensidade, uma intimidade e uma urgência que poucos processos da vida conseguem igualar.
E esse crescimento pode ser lindo. Pode ser o encontro com partes suas que você não sabia que existiam, com uma profundidade que você nunca havia acessado antes.
Mas pode também ser assustador. Pode ser doloroso. Pode exigir que você elabore, agora, o que ficou pendente há muito tempo porque a filha não vai esperar você estar pronta para continuar crescendo.
Esse é um dos movimentos mais ricos, e mais desafiadores, que a maternidade provoca. E é exatamente por isso que acompanhar mulheres nesse processo é um dos trabalhos que mais me move.
Se você está nessa jornada e sente que precisa de um espaço para elaborar o que a maternidade está trazendo à tona em você, me encontre pelo abaixo.
Thainá
Quem sou eu?

Lanna Isabel Ferreira Barbosa
CRP:

06/205609
Atendimento:
Online
Olá, seja bem-vindo! Me chamo Lanna, sou psicóloga da abordagem TCC (Terapia Cognitivo-Comportamental) e estou aqui para lhe auxiliar neste difícil mas também recompensador processo de descobrimento que a terapia pode lhe trazer. Vamos embarcar juntos nesta jornada?
Valor da Sessão / Tempo de duração
R$ 40,00
/
40 minutos
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