Autoestima e Internet
- Evelyn Martins

- 31 de jan.
- 1 min de leitura

A forma como nos enxergamos pode ser profundamente influenciada pelas redes sociais. O que antes era um simples reflexo no espelho agora passa por filtros, curtidas e comparações constantes. Mas até que ponto essa busca por validação digital está afetando sua autoestima?
Freud (1920) explicou que repetimos certos comportamentos buscando prazer, mesmo quando eles nos frustram. Rolamos o feed, postamos fotos, aguardamos interações… Mas se a aprovação não vem como esperado, sentimos angústia. Já Lacan (1966) nos lembra que nossa identidade é construída pelo olhar do outro. O problema é que, no mundo digital, esse olhar é distorcido: vemos a versão editada dos outros e nos comparamos com um padrão impossível.
Winnicott (1971) falava sobre o "eu verdadeiro" e o "eu falso". Quando moldamos nossa imagem apenas para sermos aceitos, podemos acabar nos desconectando de quem realmente somos. A longo prazo, essa desconexão pode gerar insegurança, ansiedade e um sentimento constante de "não ser suficiente".
Se sua autoestima está sendo afetada pelas redes, é importante repensar seu uso e buscar apoio psicológico. A validação mais importante não vem de curtidas, mas da aceitação genuína de quem você é.
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Referências Bibliográficas:
Freud, S. (1920). Além do Princípio do Prazer.
Lacan, J. (1966). Escritos.
Winnicott, D. W. (1971). O Brincar e a Realidade.


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