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Saúde mental para as mulheres: é diferente?

  • Foto do escritor: Maria Cecília Guarnieri
    Maria Cecília Guarnieri
  • 26 de mar. de 2024
  • 2 min de leitura

Atualizado: 22 de jan.

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A saúde mental e o acesso a ela possui diferenças no contexto quando as questões de gênero e sexo são consideradas. O funcionamento dos pensamentos e emoções é o mesmo para todos os humanos. Porém, suas implicações e sequelas podem se mostrar distintas quando inseridas em diferentes realidades e perspectivas.

Vários estudos têm revelado uma série de situações específicas que afetam diretamente a saúde mental das mulheres. As estatísticas mostram que há maior probabilidade de mulheres serem diagnosticadas com transtornos de saúde mental. Segundo os últimos dados, 1 em cada 5 mulheres apresenta Transtornos Mentais Comuns (TMC) e a taxa de depressão é, em média, mais do que o dobro da taxa de homens com o mesmo sofrimento, podendo ainda ser mais persistente nas mulheres. Fatores sociais, culturais e biológicos desempenham um papel significativo nessa disparidade. As mulheres enfrentam desafios únicos, como disparidades de gênero no acesso aos recursos, sobrecarga e trabalho, violência de gênero, desigualdade salarial, abusos sexuais e negligência de cuidados são algumas das questões sociais que afetam exclusivamente a saúde mental de mulheres cisgênero.

Além disso, o ciclo vital e biológico dessas mulheres, incluindo eventos como puberdade, gravidez, menopausa etc, também pode influenciar sua saúde mental. A síndrome pré-menstrual (SPM), a síndrome do ovário policístico (SOP), a endometriose e a tensão pré-menstrual (TPM) são alguns exemplos de condições que afetam milhares de mulheres e podem ter um impacto negativo muito grande em seu bem-estar psicológico.

Quando abordamos a saúde mental feminina, precisamos considerar a complexidade e a interseccionalidade das experiências de cada mulher, buscando abordagens inclusivas e sensíveis na promoção do bem-estar psicológico para todas.

Apesar de todos esses desafios, já fizemos bastante progresso e estamos indo longe. Temos que acreditar na melhoria e evolução. Se precisar de ajuda para encarar esse mundo enquanto mulher, não hesite em buscá-la. Buscar psicoterapia também é um ato revolucionário e de coragem.

Sobre a autora M. Cecília Guarnieri

Psicóloga Clínica

CRP: 06/178857

Instagram: @mariacecipsi

Whatsapp: (19) 993236539  Conheça o perfil de Cecília no Terappia clicando aqui

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