
“Eu começo animado e depois abandono”: por que é tão difícil manter hábitos?
Começar algo novo pode ser fácil quando a motivação está presente. O desafio, muitas vezes, aparece quando o entusiasmo diminui e precisamos continuar mesmo sem aquela disposição inicial.
3 de set. de 2026
Débora Tatiany de Oliveira
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Você já começou uma atividade cheio de motivação, fez planos, criou expectativas e acreditou que, desta vez, conseguiria manter o novo hábito?
Mas, depois de alguns dias ou semanas, a animação diminui, a rotina muda e aquilo que parecia tão importante acaba sendo deixado de lado.
Quando isso acontece repetidamente, é comum surgir a sensação de que falta disciplina, força de vontade ou capacidade para continuar. Porém, manter hábitos nem sempre é tão simples quanto parece.
Muitas vezes, começamos com expectativas muito altas. Queremos mudar tudo de uma vez e esperamos resultados rápidos. Quando não conseguimos manter esse ritmo, surge a frustração e podemos acabar desistindo.
A falta de conexão com um propósito também pode dificultar a continuidade. Quando não compreendemos por que determinado hábito é importante para nós, fica mais difícil manter o esforço ao longo do tempo.
Outro fator importante é o cansaço e a sobrecarga. Uma rotina cheia, preocupações e desgaste emocional podem diminuir nossa energia e dificultar a realização de atividades que exigem constância.
Também existe o pensamento de “tudo ou nada”: se não consigo fazer perfeitamente, então acredito que não vale a pena continuar. Assim, um pequeno deslize pode ser interpretado como fracasso.
E, muitas vezes, a autocrítica excessiva torna tudo ainda mais difícil. Em vez de reconhecer o que já foi possível fazer, a pessoa se concentra apenas no que não conseguiu cumprir.
Construir novos hábitos não significa acertar todos os dias. Constância não é perfeição. É a capacidade de recomeçar e continuar, mesmo depois das pausas e dificuldades.
A psicoterapia pode ajudar a compreender os padrões que contribuem para os ciclos de começar e abandonar, além de desenvolver uma relação mais realista e gentil com seus objetivos.
Talvez você não precise de mudanças enormes. Pequenos passos, respeitando seu momento e sua realidade, também podem transformar o caminho.
Débora Tatiany de Oliveira
Psicóloga | CRP 06/124919
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