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A diferença entre ouvir e realmente escutar.

Em um mundo cheio de respostas, oferecer uma escuta genuína pode ser uma das formas mais profundas de cuidado.

27 de jul. de 2026

Flavio Theodoro Polowec Garcia

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Psicologia

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Vivemos cercados por conversas. Todos os dias ouvimos pessoas falando sobre seus problemas, suas conquistas, seus medos e suas opiniões. No entanto, ouvir alguém não é necessariamente o mesmo que realmente escutá-lo.

 

Ouvir é um processo natural. As palavras chegam até nós, mas, muitas vezes, enquanto a outra pessoa fala, já estamos pensando no que responder, comparando a situação com nossas próprias experiências ou procurando uma solução rápida. A escuta, por outro lado, exige algo diferente: presença.

Quando somos verdadeiramente escutados, sentimos que há espaço para existir sem a necessidade de justificar aquilo que sentimos. Não precisamos organizar perfeitamente nossos pensamentos nem encontrar as palavras ideais. Aos poucos, aquilo que parecia confuso começa a ganhar forma simplesmente porque alguém esteve disposto a nos acompanhar, sem pressa e sem julgamentos.

Na perspectiva da Psicologia Analítica, essa experiência tem um valor profundo. Muitas vezes, o sofrimento não se torna mais leve porque recebemos um conselho, mas porque encontramos um espaço onde podemos entrar em contato com partes de nós que permaneciam esquecidas ou silenciadas. A escuta permite que conteúdos importantes da nossa vida psíquica encontrem expressão, favorecendo um encontro mais autêntico com quem somos.

Isso também nos convida a refletir sobre a forma como nos relacionamos com as pessoas ao nosso redor. Em uma sociedade marcada pela rapidez e pela necessidade constante de responder, compreender o outro pode acabar ficando em segundo plano. Talvez uma das formas mais genuínas de cuidado seja justamente oferecer uma escuta atenta, antes de qualquer opinião ou solução.

Na psicoterapia, essa escuta acontece de forma intencional e cuidadosa. Trata-se de um espaço em que cada experiência pode ser acolhida em sua singularidade, respeitando o tempo, a história e os significados de cada pessoa. Nem sempre é a resposta que promove transformação. Muitas vezes, é a oportunidade de ser verdadeiramente escutado.

 

Em um mundo onde todos parecem ter algo a dizer, talvez uma das experiências mais raras e mais transformadoras, seja encontrar alguém que esteja genuinamente disposto a escutar.

 

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Meu objetivo é oferecer um espaço de escuta, acolhedora, ética e empática na qual cada pessoa possa compreender suas emoções, desenvolver recursos para lidar com os desafios da vida e promover seu bem estar emocional. Atuo com demandas relacionadas á ansiedade, depressão, dificuldades nos relacionamentos interpessoais e conjugais, autoestima e questões emocionais que impactam a qualidade de vida.

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