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A Dor de um Adeus que Demora a Passar

29 de set. de 2025

Psicóloga Andreza Fonseca Lima -CRP 11/23449

Autoconhecimento
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Terminar um relacionamento que durou anos é como perder um pedaço de si mesmo. Não se trata apenas da ausência do outro, mas da quebra de uma rotina compartilhada, dos sonhos construídos juntos, das pequenas memórias que agora parecem ecoar em silêncio. Cada canto da casa, cada objeto, cada gesto que antes era natural passa a lembrar o que já não existe mais.

 

A dor da separação é profunda porque envolve mais do que a perda de uma pessoa: é a perda de um futuro imaginado, de planos que foram tecidos com cuidado e esperança. É a sensação de que algo sólido desmoronou, deixando um vazio difícil de nomear. É natural sentir confusão, tristeza, raiva ou até alívio misturado a culpa — emoções que chegam sem pedir licença e insistem em se fazer sentir.

 

Mas é nesse espaço de dor que a transformação começa. Permitir-se sentir, chorar, recordar e até se perder por um tempo é parte do processo de cura. Cada lágrima é um passo em direção à compreensão de si mesmo e do que se deseja para o futuro. A psicologia nos lembra que não há pressa: o luto por um relacionamento é legítimo e necessário, e tentar ignorá-lo apenas prolonga o sofrimento.

 

Com o tempo, começa a surgir uma nova perspectiva. A ausência que antes doía, aos poucos, deixa espaço para o reencontro consigo mesmo. O que parecia quebrado revela-se oportunidade: de aprender, de crescer, de descobrir quem somos fora da relação. E, embora a lembrança do outro nunca desapareça completamente, ela deixa de ser peso e torna-se parte da história que nos moldou.

 

A separação dói porque amamos de verdade, porque nos entregamos, porque construímos junto. Mas também ensina que a vida segue, e que a força que nos permite superar uma perda profunda é a mesma que nos levará a novas possibilidades, novas conexões e, sobretudo, à reconciliação com nós mesmos.

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