
Na análise, a lógica é outra. Não é sobre “arrancar a ponta” e pronto, porque o sintoma não é só um problema. É uma forma que a pessoa encontrou, meio torta, de dar conta de algo.
É tipo colocar um balde embaixo de uma goteira: a casa não ficará encharcada, mas a resolução completa está no estrutural, no vazamento. Se você tira o balde sem mexer no telhado, a água continua caindo.
O sintoma é isso: ele existe por uma noção de sobrevivência psíquica para o sujeito. Tem algo ali querendo ser dito sobre a estrutura que está encoberta, e não sobre o que é observado.
Então, na análise, a ideia não é calar o sintoma, mas escutar. Porque, quando a gente começa a desvendar o que está por trás, ele já não precisa mais fazer tanto barulho assim.
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