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Além de mãe, você é mulher

26 de fev. de 2026

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Mulher

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A maternidade pode ser uma experiência profunda, transformadora e cheia de amor, mas ela não apaga quem você é. Antes de ser mãe, existe uma mulher com história, desejos, limites, sonhos, cansaços, vontades e necessidades próprias. E depois que os filhos chegam, essa mulher continua existindo, mesmo que às vezes fique escondida sob as demandas do dia a dia.

 

Muitas mães carregam a culpa ao pensar em si mesmas: culpa por descansar, por sair, por dizer “não”, por querer silêncio, por sentir saudade da vida de antes ou por desejar algo que não envolva os filhos. Mas cuidar de si não é egoísmo, é condição para continuar cuidando. Quando você se abandona, a exaustão cresce, a irritação aumenta e o prazer diminui. Quando você se inclui na própria vida, há mais presença, mais paciência e mais saúde emocional para todos.

 

Ser mulher também é manter vínculos, interesses, identidade profissional (se desejar), sexualidade, espiritualidade, criatividade, amizades e momentos de solitude. Não é preciso escolher entre ser uma boa mãe e ser você mesma, essas dimensões podem coexistir. Seus filhos não precisam de uma mãe perfeita e anulada; precisam de uma mãe humana, viva e inteira. Permita-se lembrar: você não nasceu mãe, você se tornou mãe. E continua sendo muito mais do que isso.

 

Se hoje você sente que se perdeu de si, talvez seja hora de se perguntar com gentileza: o que me faz bem além da maternidade? Pequenos resgates já são um começo, um café em silêncio, um hobby esquecido, uma conversa adulta, um cuidado com o próprio corpo, um tempo sem função.

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