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Amor próprio não é skincare

18 de ago. de 2026

Thaina Lima Pinheiro Teixeira

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Autocuidado

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Eu sei que parece bonito assim a rotina de cuidados, a vela acesa, o banho demorado, o diário de gratidão. E não estou dizendo que essas coisas são erradas. Elas têm o seu lugar. Podem ser genuínas, podem ser necessárias, podem ser parte de um cuidado real consigo mesma.

Mas a gente começou a chamar tudo isso de amor próprio. E no processo, esqueceu de falar sobre o que ele realmente é.

 

O que a estética não alcança

 

Amor próprio virou estética. Virou produto. Virou conteúdo. E quando algo vira estética, ele perde a profundidade, porque fica fácil de imitar sem precisar sentir.

Você pode ter a rotina de skincare mais cuidadosa do mundo e ainda se trair todos os dias. Pode acender a vela e apagar a própria voz na mesma hora. Pode ter o banho demorado e sair dele carregando o mesmo peso de quem não se permite ocupar espaço.

Porque o amor próprio que transforma não está na superfície. Ele está nas escolhas que a gente faz quando ninguém está olhando. Quando não tem estética para montar, nem conteúdo para postar.

 

Uma prática que às vezes dói

 

Amar a si mesma é uma prática. Não um sentimento que você tem ou não tem. Não algo que aparece quando a vida está bem e some quando está difícil. Uma prática que exige escolha, que exige consistência, que exige coragem.

E coragem porque amor próprio de verdade às vezes dói.

É dizer não quando você queria agradar. É se afastar de algo que te faz mal mesmo quando é familiar, mesmo quando a ausência vai custar. É parar de se trair em pequenas coisas cotidianas, de silenciar o que sente, de minimizar o que precisa, de colocar todo mundo na frente de você mesma como se você fosse a última da fila.

É sustentar o desconforto de se escolher quando ainda não aprendeu completamente que você merece ser escolhida.

 

Uma relação com você mesma

 

No fundo, amor próprio é uma relação. Com você mesma. Com a mesma intenção, o mesmo cuidado, a mesma presença que você colocaria numa relação com outra pessoa que ama.

E como toda relação, ela precisa ser cultivada. Precisa de atenção. Precisa de honestidade. Precisa de momentos em que você para e pergunta: como estamos?

Então eu te pergunto: como está essa relação?

Você se ouve? Quando algo dentro de você fala, você para para escutar, ou logo arruma uma razão para ignorar? Você se respeita? Seus limites são reais, ou cedem na primeira pressão? Você faz por si mesma o que faria por alguém que ama?

Porque se a resposta for não, não é falta de skincare que está faltando.

 

O que está faltando de verdade

 

O que falta, na maioria das vezes, é a crença de que você merece o mesmo cuidado que oferece aos outros. Essa crença não vem de uma rotina. Ela se constrói devagar, dentro de um processo de autoconhecimento que vai além da superfície.

É exatamente isso que a psicoterapia trabalha. Não a versão estética do amor próprio mas a versão real, que exige se olhar, se entender e, aos poucos, se escolher.

 

Se você sente que essa relação com você mesma precisa de atenção, me encontre aqui abaixo.

Thainá

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Davi Sobral Marcondes Eugenio

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Me chamo Davi Sobral, sou psicólogo clínico formado pelo UniCEUB e pós-graduando em Análise do Comportamento Clínica pela PUCPR. Atendo adultos e vejo a psicoterapia como um processo construído em conjunto. Buscamos compreender suas experiências, seus comportamentos e aquilo que tem gerado dificuldades, pensando juntos em novos caminhos e possibilidades. Meu objetivo é oferecer um espaço acolhedor e sem julgamentos, respeitando sua história, seu contexto e seu ritmo.

Valor da Sessão / Tempo de duração

R$ 60,00

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