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Aquela voz dentro da sua cabeça que diz “você não é capaz” não nasceu com você, ela foi aprendida, e pode ser transformada

As crenças que construímos sobre nós mesmos, sobre os outros e sobre o mundo influenciam a forma como interpretamos nossas experiências, muitas vezes sem percebermos.

16 de mar. de 2026

Lara Carolina Amorim Cota

00:00 / 01:04
Psicologia

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Você já percebeu aquela voz interior que surge em alguns momentos dizendo coisas como: “Eu não sou capaz.” “Ninguém realmente gosta de mim.” “Eu estou sozinho.” Muitas vezes, essas frases aparecem de forma automática, como se fossem verdades absolutas sobre quem somos. Mas, na verdade, elas podem ser o reflexo de algo chamado crenças nucleares.

 

O que são crenças nucleares?

Crenças nucleares são ideias profundas que construímos sobre quem somos, sobre os outros e sobre o mundo.

Elas funcionam como uma espécie de “lente” através da qual interpretamos as experiências da vida.

Essas crenças geralmente são curtas e absolutas, como:

  • “Sou incapaz.”
  • “Não sou amável.”
  • “Sou um fracasso.”
  • “As pessoas sempre me abandonam.”
  • “Estou sozinho.”

Quando acreditamos nessas ideias, elas podem influenciar nossos pensamentos, emoções e comportamentos, muitas vezes sem que percebamos.

 

Como essas crenças se formam?

As crenças nucleares costumam se desenvolver ao longo da vida, principalmente a partir de experiências repetidas.

Alguns exemplos:

  • Uma criança que escuta frequentemente críticas pode começar a acreditar: “Não sou bom o suficiente.”
  • Alguém que vivenciou rejeições importantes pode desenvolver a crença: “Não sou amável.”
  • Uma pessoa que passou por várias frustrações pode concluir: “Eu sempre falho.”

Com o tempo, essas interpretações vão sendo reforçadas por novas experiências, criando um ciclo.

 

Como elas nos afetam no dia a dia?

O ponto importante é que as crenças nucleares influenciam a forma como interpretamos as situações.

Por exemplo:

Situação: você comete um erro no trabalho.

Se a crença for “sou incapaz”, o pensamento pode ser:

“Isso prova que eu não consigo fazer nada direito.”

Mas outra pessoa poderia pensar:

“Erros acontecem, posso aprender com isso.”

Percebe a diferença? A situação é a mesma, mas a interpretação muda.

 

A boa notícia: essas crenças podem ser modificadas

 

Embora pareçam muito fortes, crenças nucleares não são fatos.
Elas são aprendidas, e tudo que é aprendido também pode ser questionado e transformado.

 

Na terapia cognitivo-comportamental, trabalhamos justamente para identificar essas crenças e desenvolver perspectivas mais realistas e saudáveis.

 

O primeiro passo: começar a identificar

Uma forma simples de começar é prestar atenção em momentos de sofrimento emocional e se perguntar:

  • O que estou dizendo para mim mesmo neste momento?
  • Que ideia sobre mim está por trás desse pensamento?

Se aparecer algo como:

  • “Eu sempre estrago tudo”
  • “Ninguém se importa comigo”
  • “Eu nunca sou suficiente”

talvez exista uma crença mais profunda ali.

Identificar essas mensagens internas é o primeiro passo para começar a transformá-las.

 

E lembre-se:
você não precisa fazer esse processo sozinho. A psicoterapia pode ajudar a compreender essas crenças e construir formas mais gentis e realistas de se enxergar.

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