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As dificuldades de ser um homem gay

... ainda muito recorrente

2 de out. de 2025

Gustavo Gonçalves Oliveira

Psicologia
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Ser homem e gay ainda carrega camadas de tensão que muita gente fora desse universo não percebe. Não é só sobre orientação sexual, é sobre viver entre expectativas, estereótipos e pressões que atravessam a família, o trabalho e até os círculos sociais mais próximos.

 

Desde cedo, muitos aprendem que para ser homem precisam cumprir certos padrões: ser forte, não demonstrar fraqueza, controlar emoções. Agora, ser gay acrescenta outra camada: lidar com preconceito, invisibilidade ou excesso de curiosidade. A combinação disso gera uma tensão constante entre quem se é e quem se sente pressionado a ser.

 

No cotidiano, essas dificuldades se manifestam de formas sutis e pesadas. Um comentário no trabalho que soa inofensivo, mas carrega julgamento; a dificuldade de se abrir com a família por medo de rejeição; a sensação de ter que provar a masculinidade em ambientes que ainda confundem gênero e sexualidade. Tudo isso consome energia emocional, molda escolhas e, muitas vezes, alimenta sentimentos de culpa ou inadequação.

 

A psicoterapia, nesse contexto, pode ser um espaço seguro para explorar essas tensões. Para refletir sobre experiências de microagressão, padrões internalizados de julgamento e estratégias de enfrentamento. Para que o sujeito possa reconhecer suas próprias necessidades sem se sentir obrigado a se encaixar em rótulos ou expectativas externas.

 

É um trabalho lento, que exige coragem. Mas também é libertador. Porque no final, a vida ganha mais leveza quando se aprende que ser homem e gay não precisa ser uma batalha contra si mesmo, mas uma construção contínua de autenticidade, afeto e cuidado.

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