
Você já percebeu como a comparação é um ladrão silencioso de energia? Às vezes ela acontece sem nem nos darmos conta. Uma olhada rápida nas redes sociais, uma conversa no trabalho, e pronto: já estamos medindo a nossa vida pela régua do outro.
O problema é que a comparação nunca é justa. A gente pega o melhor recorte da vida de alguém e coloca ao lado das nossas partes mais vulneráveis. Como competir com a versão editada da realidade alheia? É uma briga perdida desde o início.
E tem mais: quando você se compara o tempo todo, deixa de se escutar. Sua história, suas conquistas, até seus limites ficam abafados. O foco vai para fora, e o dentro fica esquecido. É como viver correndo numa pista que nunca acaba, porque a linha de chegada não é sua.
Um exercício possível é inverter a pergunta. Em vez de “por que não sou como eles?”, tentar “o que eu preciso agora?”. Isso ajuda a puxar de volta o olhar para dentro. Comparar-se pode até parecer inevitável, mas você sempre pode escolher onde pousa o olhar.
No fim, não é sobre ser melhor ou pior que alguém. É sobre não perder de vista que sua vida é sua, e só você sabe o peso e o valor de caminhar com os próprios pés.





