
Da perimenopausa à menopausa: da crise à reconstrução dessa travessia
Entenda a menopausa como uma transição de vida que pode abrir espaço para reconstrução identitária, novos projetos e uma relação mais autêntica consigo mesma.
27 de ago. de 2026
Mirths Amaro Silva
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Menopausa como recomeço
Palavras-chave secundárias: perimenopausa, transição feminina, identidade feminina, saúde mental da mulher, maturidade, psicoterapia para mulheres.
Durante muito tempo, a menopausa foi apresentada como um fim: o fim da fertilidade, o fim da juventude, o fim de uma certa forma de ser mulher.
Essa narrativa pode fazer com que muitas mulheres vivam essa fase como perda, declínio ou ameaça.
Mas pesquisas recentes e novas perspectivas sobre o tema têm apontado outra possibilidade: a menopausa como uma transição, um portal entre fases de vida, identidade e significado.
Uma fase de transição, não apenas de sintomas
A perimenopausa e a menopausa são frequentemente descritas em termos de sintomas: ondas de calor, alterações no sono, mudanças de humor, esquecimentos.
Esses aspectos são reais e merecem cuidado. Mas a experiência feminina nessa fase vai além deles.
Muitas mulheres descrevem esse período como um momento de reavaliação da vida. Algumas passam a questionar papéis que desempenharam por décadas, relacionamentos que já não fazem sentido, carreiras que perderam significado e padrões de cuidado que as esgotaram.
Estudos mostram que, para parte das mulheres, a menopausa pode representar um novo capítulo de vida, com oportunidades de crescimento, autoconhecimento e liberdade.
Quando a identidade é desafiada
A transição menopausal pode coincidir com outras mudanças: filhos que crescem e saem de casa, pais que envelhecem, transformações no casamento, revisão da carreira e mudanças no corpo.
Nesse contexto, é comum que a mulher se pergunte:
- “Quem sou eu agora?”
- “O que eu quero para esta fase?”
- “O que faz sentido para mim hoje?”
- “O que eu não aceito mais?”
Pesquisas indicam que a menopausa pode desafiar a identidade anterior e exigir uma renegociação de papéis, status e autoimagem.
Algumas mulheres relatam perda de confiança no próprio corpo, sensação de não se reconhecer mais e questionamento sobre capacidades que antes pareciam naturais.
Ao mesmo tempo, muitas também descrevem maior autoconfiança, clareza de prioridades e liberdade para escolher como desejam viver.
Da crise à reconstrução
A psicóloga e pesquisadora Kirstin Bouse descreve a menopausa como um estágio de desenvolvimento psicológico, no qual identidades socialmente condicionadas são desmontadas e uma identidade mais integrada e autodeterminada pode ser reconstruída.
Esse processo pode envolver:
- elaboração de perdas e lutos;
- revisão de crenças sobre envelhecimento e feminilidade;
- reconhecimento de necessidades antes ignoradas;
- fortalecimento de limites;
- resgate de interesses e partes de si que ficaram adormecidas;
- construção de novos projetos e significados.
Algumas mulheres relatam que, após o período mais intenso de sintomas, passam a viver com mais autenticidade, menos necessidade de agradar e maior clareza sobre o que realmente importa.
A psicoterapia nessa travessia
A psicoterapia pode oferecer um espaço para:
- compreender as mudanças que estão acontecendo;
- nomear experiências confusas;
- acolher medos, tristezas e incertezas;
- questionar padrões internalizados;
- fortalecer a autonomia;
- reconstruir a identidade de forma mais coerente com a mulher que se está tornando.
Não se trata de transformar a menopausa em uma experiência positiva a qualquer custo. Trata-se de permitir que essa fase seja vivida com mais verdade, menos culpa e mais respeito consigo mesma.
Você sente que está no meio de uma grande transição e não sabe como compreender essa fase?
A psicoterapia pode ajudar a atravessar esse momento com mais clareza, acolhimento e direção.
Entre em contato comigo @mirthsamaro e saiba mais sobre o atendimento psicológico para mulheres na maturidade.
Este conteúdo é informativo e não substitui avaliação psicológica, médica ou multiprofissional.
Tags: menopausa · perimenopausa · transição feminina · identidade feminina · saúde mental da mulher · maturidade · psicoterapia para mulheres · reconstrução identitária
Quem sou eu?

Eduarda Regina Gonçalves Pereira
CRP:

04/86135
Atendimento:
Online
Nem sempre é fácil entender o que estamos sentindo. Às vezes, a ansiedade, as inseguranças, os relacionamentos ou os desafios da vida parecem difíceis demais para enfrentar sozinho(a).
Sou psicóloga, com atuação clínica baseada na Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC), e acredito na terapia como um espaço de acolhimento, escuta e construção conjunta.
Meu propósito é caminhar ao seu lado na compreensão de si e na construção de formas mais saudáveis de lidar com aquilo que hoje te faz sofrer.
Valor da Sessão / Tempo de duração
R$ 60,00
/
50 minutos
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