
Ela não falha com ninguém.
Está lá quando precisam. Cumpre o que promete. Segura o que os outros não conseguem segurar. É a pessoa que todo mundo liga quando algo desmorona.
E quando ela precisa, de si mesma, some.
O que acontece quando ninguém está olhando
Adia o que é seu. Desconfia do que sente. Questiona se o que quer faz sentido. Coloca as próprias necessidades no final da fila e às vezes nem chega lá.
Não é falta de autoconhecimento. Não é aquela história de que ela não se ama o suficiente, como se fosse simples assim, como se bastasse decidir. É que em algum momento ela aprendeu que ser confiável para os outros era mais seguro do que ser confiável para si mesma. Que as necessidades dos outros tinham mais legitimidade do que as suas. Que existir para o mundo era mais aceito do que existir para ela.
E foi ficando assim. Tão naturalmente que ela mal percebeu quando virou um jeito de ser.
De onde vem esse aprendizado
Esse padrão quase nunca nasce do nada. Ele se constrói, em casas onde as necessidades da criança ficavam em segundo plano, em relações onde o afeto vinha condicionado à utilidade, em ambientes onde "dar trabalho" era a pior coisa que se podia fazer.
A menina que aprendeu que sendo útil ela era amada cresce se tornando a mulher que não sabe existir sem servir. Não porque seja fraca, mas porque aprendeu que esse era o único jeito seguro de estar no mundo.
E aí chega um momento em que ela está exausta. Em que dá conta de tudo e de todos, mas não consegue se lembrar da última vez que fez algo só porque quis. Só porque precisava. Só porque era dela.
Aprender a contar consigo mesma
Isso não se resolve com uma lista de autocuidado. Não se resolve decidindo ser diferente da noite para o dia.
É um processo. Lento, não linear, às vezes desconfortável, porque mudar um padrão que nos manteve seguros por tanto tempo gera estranheza antes de gerar leveza.
Mas é possível. E começa, quase sempre, pelo mesmo lugar: nomear.
A mulher que todo mundo pode contar e que ainda está aprendendo a contar consigo mesma.
Se você se reconheceu aqui, talvez esse seja o momento de dar um passo em direção a si mesma. A psicoterapia pode ser o espaço onde você finalmente ocupa o primeiro lugar, não por egoísmo, mas porque você também merece ser cuidada. Me encontre aqui abaixo.
Thainá
Quem sou eu?

Beatriz de Souza
CRP:

06/205069
Atendimento:
Online
Às vezes o que sentimos toma conta da nossa vida sem nem percebermos, mas não precisa ser assim.
Prazer, sou Beatriz, psicóloga especialista em Clínica Fenomenológico-Existencial pelo IFEN-RJ. Acompanho adultos, jovens adultos e adolescentes que vivenciam exaustão mental, crises de ansiedade, burnout , esgotamento acadêmico, oscilações importantes de humor como bipolaridade, dificuldades em relacionamentos, autoestima abalada, busca de reconstrução de sentido e formas de lidar com a sensação de insegurança, solidão, ansiedade e tristeza profunda.
Na terapia, busco compreender não apenas o que está acontecendo com você, mas como você está vivendo essa experiência. O processo é um espaço para olhar para sua história, seus sentimentos, escolhas, relações e limites, construindo novas possibilidades de lidar com aquilo que hoje parece difícil de sustentar.
Se você sente que é o momento de desacelerar o ruído externo e olhar com carinho para o seu mundo interior, entre em contato, estarei aqui para caminhar ao seu lado.
Valor da Sessão / Tempo de duração
R$ 60,00
/
50 minutos
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