
Não estou falando de abandonar ninguém. Não estou falando de romper laços ou virar as costas para quem te criou.
Estou falando de algo mais sutil, e mais difícil.
O que foi sendo moldado sem que você percebesse
Estou falando daquela versão de você que foi sendo construída para caber dentro de um sistema familiar. Que aprendeu quem ser, o que sentir, o que querer, dentro dos limites do que era aceito, esperado, tolerado. Que foi ajustando os cantos, arredondando as arestas, diminuindo o volume para que tudo coubesse e o sistema continuasse funcionando.
E que ficou tão boa em caber que esqueceu de perguntar se esse espaço era realmente seu.
Isso não acontece de forma consciente. Não é uma escolha que se faz numa tarde. É um processo lento, invisível, que começa antes de você ter palavras para descrevê-lo e que só se torna visível quando, em algum momento da vida adulta, você para e percebe que não sabe muito bem onde termina o que te foi ensinado e onde começa o que é genuinamente seu.
O movimento que assusta
Crescer, de verdade, por dentro, exige um movimento que assusta. O de se diferenciar.
De ter pensamentos que seus pais não teriam. De fazer escolhas que eles não fariam. De ocupar um espaço que o sistema familiar não havia reservado para você. De decepcionar, às vezes, quem você ama, não por descuido, não por rebeldia, mas por fidelidade a algo que é genuinamente seu.
E ser diferente dentro de uma família tem um custo. Muitas mulheres carregam durante anos a figura da ovelha negra, aquela que pensa diferente, que escolhe diferente, que não cabe no padrão que o sistema construiu. Isso pode ser solitário. Pode ser pesado. Pode vir acompanhado de uma culpa que não passa, de uma sensação constante de que você está errando em algo que não consegue nomear.
Mas o que poucas pessoas enxergam é que essa mulher, muitas vezes, é exatamente o que movimenta um sistema que estava parado há gerações. Ela traz o diferente. Ela provoca a reflexão. Ela abre uma porta que ninguém antes tinha coragem de abrir e paga um preço por isso que os que ficam do lado de cá raramente reconhecem.
As guerras que vale guerrear
Em algum momento, você vai se frustrar, ou vai frustrar o outro. Não tem como crescer sem que algo se mova. Não tem como se diferenciar sem que o sistema sinta.
A questão não é evitar o atrito. É decidir, conscientemente, por qual versão de você mesma vale a pena ele existir. Quais batalhas você está disposta a enfrentar, não por teimosia, não por provocação, mas porque do outro lado delas existe algo que é irrenunciável.
É um processo que exige clareza, coragem e, muitas vezes, acompanhamento. Porque navegar a diferenciação dentro do sistema familiar é um dos trabalhos mais delicados que existe, cheio de camadas, de história, de amor e de dor misturados.
Às vezes a maior lealdade que você pode ter a si mesma é exatamente a que parece deslealdade para os outros.
E se isso ressoou em você, se você sente que está carregando o peso de caber num espaço que nunca foi inteiramente seu, me encontre aqui abaixo.
Thainá
Quem sou eu?

Arthur Reolon da Gama Telles
CRP:

07/46126
Atendimento:
Online
Olá, Me chamo Arthur, minha abordagem terapêutica tem como base a teoria psicanalítica. Prezo por um ambiente sigiloso, seguro e acolhedor, onde seus sofrimento será ouvido. A psicanálise conduz o sujeito a encontrar novas formas de se relacionar com seu sofrimento e a desenvolver novas formas de superar conflitos e dificuldades. Tenho experiência na escuta de pessoas em situação de vulnerabilidade social, idosos, adultos e adolescentes. Acredito que o saber sobre suas próprias questões reside em cada um de nós, o terapeuta está ali como um facilitador que permite que esse saber transforme a sua vida, permitindo lidar com as angústias que recaem sobre todos os seres humanos em um mundo tão complexo e conflituoso como o nosso.
Valor da Sessão / Tempo de duração
R$ 80,00
/
50 minutos
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