
Você já pensou ou já ouviu alguém dizer: "eu fiz terapia, mas não funcionou pra mim"? As pesquisas demonstram que a psicoterapia é eficaz. Porém, nem todo processo termina bem, e isso não significa que a terapia em si não funcione.
Às vezes, isso pode estar ligado a falhas éticas, déficits técnicos ou à falta de habilidades do profissional. Mas não só. Existem vários outros fatores que influenciam esse processo e que muita gente desconhece. Vou falar sobre alguns deles.
Falta de identificação com a abordagem. Existem diversas abordagens em psicologia, e cada uma tem uma lógica e estratégias diferentes. Se a forma como o terapeuta conduzia a sessão não fazia sentido para você, se você não entendia o propósito do que estava sendo feito, isso pode ter comprometido a sua confiança no processo.
Falta de um bom vínculo com o terapeuta. Um bom vínculo entre terapeuta e paciente é essencial. Assim como em outros relacionamentos, às vezes a relação simplesmente não funciona bem, e isso não é culpa de ninguém. O terapeuta pode ser competente, mas se você não se sentiu à vontade ou compreendido, isso interfere diretamente no resultado.
Desalinhamento de objetivos e expectativas. Quando terapeuta e paciente não estão alinhados sobre os objetivos da terapia, a frustração é quase inevitável. Se faltou clareza sobre o que vocês estavam buscando juntos e você não entendia aonde aquilo estava levando, faz sentido que a experiência tenha sido frustrante.
Fatores externos e momento de vida. Sua rede de apoio, o que estava acontecendo na sua vida naquele momento e os recursos disponíveis no seu dia a dia também influenciam no resultado.
Psicoterapia é um processo, e processos levam tempo. A mudança em terapia acontece de forma gradual. Assim como um hábito que levou anos para se formar não desaparece em duas semanas, os padrões que te causam sofrimento precisam de tempo para serem transformados. Isso não significa terapia sem direção, mas significa que resultados consistentes pedem paciência e constância.
E o que fazer a partir de agora? Reflita sobre o que incomodou naquela experiência. Procure um profissional com quem você consiga conversar abertamente sobre suas expectativas. Faça perguntas: qual a abordagem, quais os objetivos, como vocês vão trabalhar juntos. E permita-se dar tempo para a construção do vínculo. Não desista da terapia por causa de uma experiência ruim.
Se você quer tentar de novo e busca um espaço acolhedor, com clareza e transparência no processo, me chama para conversar. Vai ser um prazer te ouvir.
Luísa Homsi Jorge Ferreira Psicóloga — CRP 06/233094 Instagram: @psi.luisahjferreira
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