
A maternidade costuma ser retratada como um período exclusivamente feliz, mas, na realidade, é também um tempo de profundas transformações emocionais, físicas e identitárias. Junto com o amor intenso pelo filho, podem surgir cansaço extremo, insegurança, culpa, solidão e a sensação de ter perdido parte de si mesma. Isso não significa falta de amor, significa que cuidar de uma vida enquanto se reorganiza internamente é uma tarefa imensa.
Muitas mulheres sentem que precisam dar conta de tudo sozinhas e manter uma imagem de “boa mãe”, o que aumenta ainda mais a pressão. Reconhecer os próprios limites, pedir ajuda e manter espaços de cuidado consigo mesma não é egoísmo, é necessidade. Uma mãe que também é cuidada consegue cuidar melhor.
Falar sobre as dificuldades da maternidade não diminui sua beleza, torna essa experiência mais humana, possível e menos solitária. Cada vivência é única, e não existe uma forma perfeita de maternar, apenas a possível dentro da história, das condições e do momento de cada mulher.





