
Nos últimos anos, diagnósticos de transtornos mentais passaram a circular com muita frequência nas redes sociais, e tornou-se comum que as pessoas se identifiquem com sintomas descritos em vídeos e publicações. Essa identificação é compreensível, mas é importante fazer uma distinção: reconhecer-se em alguns sintomas isolados é muito diferente de preencher os critérios diagnósticos estabelecidos pelos manuais da área. Os transtornos mentais envolvem um conjunto específico de sinais que precisam ocorrer com determinada frequência, duração e intensidade, e que causam prejuízo funcional significativo na vida da pessoa, no trabalho, nos estudos, nos relacionamentos ou no autocuidado. Nem toda dificuldade de concentração é TDAH, nem toda oscilação de humor é Transtorno Bipolar, nem toda dificuldade de interação social é autismo e nem toda tristeza prolongada é depressão.
Isso não significa que os diagnósticos não sejam importantes, eles são ferramentas relevantes para a comunicação entre profissionais e para o acesso a determinados serviços e direitos. Porém, quando passamos a enxergar qualquer dificuldade como um transtorno, corremos o risco de banalizar esses diagnósticos, dificultando o acolhimento de quem realmente precisa desse reconhecimento. Além disso, patologizar todo comportamento pode nos afastar de compreender o que de fato está acontecendo na vida daquela pessoa.
Na perspectiva da análise do comportamento, todo comportamento, inclusive aqueles que eventualmente recebem um rótulo diagnóstico, é produto das interações entre a pessoa e seus contextos ao longo da vida. O diagnóstico descreve, mas não explica. Para compreender por que alguém se comporta de determinada forma, é preciso investigar as variáveis que produzem e mantêm aquele padrão no contexto de vida daquela pessoa específica, o que chamamos de análise funcional. É a partir dessa compreensão individualizada que se torna possível planejar uma intervenção que faça sentido e que promova mudanças reais.
Vale lembrar que todas as pessoas enfrentam dificuldades em algum momento ou aspecto da vida, e que isso faz parte da experiência humana. Você não precisa ter um diagnóstico fechado para buscar melhorar ou para procurar ajuda profissional. A terapia trabalha com o seu comportamento no seu contexto de vida, independentemente de rótulos.
Quem sou eu?

Emilly Sampaio Aguiar
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Olá! Sou Emilly, psicóloga e pós-graduanda em Saúde Mental, Psicopatologia e Atenção Psicossocial. Minha atuação é orientada pela Abordagem Centrada na Pessoa, uma perspectiva humanista que valoriza sua experiência, sua singularidade e sua autonomia. Ofereço um espaço de escuta e acolhimento para você compreender o que sente, reconhecer suas necessidades e explorar caminhos que façam sentido para você.
Acredito na psicoterapia como um processo construído no encontro. Meu papel é acompanhar você com presença, empatia e uma escuta sem julgamentos, para que possa se aproximar de si e reconhecer suas próprias possibilidades de escolha.
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