
O luto é a experiência da perda. Essa perda pode ser de uma pessoa amada que partiu, de um modo de viver que não existe mais, de um relacionamento que chegou ao fim ou de um ciclo que se encerrou. Em algum momento da vida, todos nós passamos por uma perda. Mas como você lida com ela?
Durante esse processo, é comum que a pessoa enlutada se volte para dentro e perca o interesse pelo mundo externo. Algo que antes recebia seu afeto, sua energia e seu tempo deixou de existir. Por isso, muitas vezes surgem a vontade de se isolar, a dificuldade de socializar e a falta de motivação para realizar atividades cotidianas. No entanto, à medida que o luto é vivido, elaborado e compartilhado, o desejo de investir novamente na vida reaparece, permitindo que o sujeito volte a cuidar de si e dos outros.
Mas o que acontece quando a tristeza da perda não é sentida? Vivemos em uma sociedade em que “tempo é dinheiro”, e estar de luto — estar triste e se afastar temporariamente das atividades exigidas pelo trabalho, pela escola ou pela faculdade — muitas vezes é visto como um problema. Somos constantemente incentivados a reprimir nossas emoções para não comprometer a produtividade. Vendem-nos a ideia de que não temos tempo para sentir, de que é preciso otimizar cada minuto.
Será que realmente funciona reprimir os sentimentos? Essa ideia pode parecer tentadora, já que lidar com emoções dolorosas não é fácil, mas não é possível fugir de si mesmo. Quando não damos espaço para a dor, ela retorna de outras formas: em sonhos, insonia, tensão musucular, crises de ansiedade, melancolia, desmotivação etc. Mais cedo ou mais tarde, somos chamados a encarar o que sentimos. O luto não vivido pode deixar marcas ainda mais profundas.
A psicoterapia surge justamente como um espaço seguro para esse encontro consigo mesmo, mediado por um psicólogo. Ali, é possível sentir as perdas, expressar o lamento, refletir sobre a dor e, pouco a pouco, reconstruir caminhos para seguir adiante.
Geovanna Moreira Bastos - CRP 01/30116
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