
Há quem pense que não escolher é um jeito neutro de existir. Como se deixar para depois fosse apenas dar tempo ao tempo. Mas, na prática, a ausência de escolha é também uma escolha. E ela cobra caro.
A vida vai nos colocando diante de encruzilhadas. Relacionamentos que já não fazem sentido, trabalhos que drenam energia, convites que parecem pequenos mas exigem posição. Quando ficamos parados, o mundo não espera. As consequências seguem acontecendo, só que sem nossa participação ativa. É como deixar um barco à deriva. Ele se move, mas não porque você decidiu a direção.
A falta de escolha muitas vezes nasce do medo. Medo de errar, de se arrepender, de perder algo importante. Esse medo é compreensível. Mas, ao mesmo tempo, viver tentando evitar arrependimentos acaba nos levando a um arrependimento ainda maior: o de nunca ter tentado.
Pense em alguém que não decide terminar um relacionamento que já é fonte de dor. O silêncio dessa não-decisão pesa mais a cada dia. Não porque a pessoa escolheu ficar, mas porque se manteve presa entre o querer ir e o medo de partir. O resultado é um lugar de estagnação, em que nada se transforma de fato.
Escolher dói. Sempre haverá perdas envolvidas. Mas não escolher não nos protege da dor, apenas a desloca para outro lugar. É uma dor que se acumula, silenciosa, que se confunde com a sensação de não estar vivendo de verdade.
Talvez a pergunta mais honesta não seja “qual escolha vai me garantir felicidade?”, mas “de qual preço eu consigo viver?”. Porque, no fim, escolher é aceitar pagar por algo que importa mais do que aquilo que será deixado para trás.
O não escolher nos ilude com a ideia de segurança, mas o custo é alto: relações vazias, projetos inacabados, identidade enfraquecida. É como se uma parte da vida fosse sempre deixada em suspenso, esperando um futuro que nunca chega.
E se a escolha não for sobre acertar, mas sobre se comprometer com a própria vida? Esse talvez seja o ponto: entender que só quando nos responsabilizamos pelas nossas escolhas, mesmo imperfeitas, é que passamos a existir de forma inteira.
Quem sou eu?

Larissa Fernanda de Oliveira
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04/87098
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Online
Olá! Sou Larissa, psicóloga, e acredito que a terapia pode ser um espaço de acolhimento, escuta e construção de novos caminhos, onde você possa falar sobre o que sente sem julgamentos e no seu próprio ritmo.
Atendo adolescentes, adultos e idosos, respeitando a história, as necessidades e o momento de vida de cada pessoa. Meu trabalho é baseado na Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC), uma abordagem que busca compreender a relação entre pensamentos, emoções e comportamentos e, a partir disso, desenvolver estratégias mais saudáveis para lidar com diferentes situações.
A terapia pode ser um espaço importante para quem está enfrentando ansiedade, baixa autoestima, inseguranças, dificuldades nos relacionamentos, mudanças importantes na vida, sobrecarga emocional, dificuldades para lidar com sentimentos, problemas de adaptação, momentos de crise ou simplesmente sente que precisa de um espaço para se compreender melhor.
Ao longo do processo, vamos olhar para aquilo que está acontecendo hoje, compreender padrões que podem estar contribuindo para o seu sofrimento e construir, juntos, ferramentas para que você consiga lidar melhor com suas emoções e situações do cotidiano.
Meu objetivo é que você encontre na terapia um espaço seguro para se conhecer, desenvolver novas perspectivas e construir uma relação mais saudável consigo mesmo e com a própria vida.
Se você sente que está passando por um momento difícil ou que gostaria de cuidar mais de si, talvez este seja um bom momento para começar. Será um prazer te acompanhar nessa caminhada.
Valor da Sessão / Tempo de duração
R$ 60,00
/
50 minutos
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