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O que a sua infância ainda está tentando dizer através dos seus relacionamentos?

25 de mai. de 2026

Helen Santos

00:00 / 01:04
Psicoterapia

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Muitas vezes, não nos apaixonamos apenas por uma pessoa.
Nos apaixonamos também pelas emoções antigas que ela desperta dentro de nós.

Segundo a psicologia de Carl Jung, grande parte dos nossos relacionamentos é atravessada por conteúdos inconscientes construídos ainda na infância.
As feridas emocionais, a forma como fomos amados, rejeitados, vistos ou ignorados moldam silenciosamente aquilo que buscamos no outro.

Quem cresceu precisando agradar pode se tornar adulto com medo de abandono.
Quem aprendeu a esconder emoções talvez tenha dificuldade em criar intimidade verdadeira.
Quem recebeu amor com instabilidade pode confundir intensidade com afeto.

Muitas vezes, o relacionamento não revela apenas quem amamos — revela também partes da nossa criança interior que ainda precisam ser escutadas.

Jung dizia que aquilo que não se torna consciente aparece como destino.
Por isso, padrões afetivos repetitivos não são apenas “azar no amor”.
Às vezes, são tentativas inconscientes da psique de revisitar dores antigas na esperança de finalmente curá-las.

Relacionamentos também são espelhos.
Eles revelam medos, carências, sombras, desejos e partes profundas da nossa história emocional.

Talvez a pergunta mais importante não seja:
“Por que isso sempre acontece comigo?”

Mas sim:
“O que dentro de mim ainda está pedindo cuidado, reconhecimento e elaboração?”

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