
Pare um instante e reflita: se você falasse com seus amigos do mesmo jeito que fala consigo mesmo quando comete um erro, quantos amigos ainda lhe restariam?
A verdade é dura, mas a maioria de nós é um "chefe abusivo" de si mesmo. Nos cobramos, nos rotulamos e não nos perdoamos. E o problema é que essa dureza interna transborda. Se você é implacável com suas próprias falhas, inevitavelmente será impaciente com as falhas de quem você ama.
A psicologia nos revela algo fascinante: a nossa capacidade de ser gentis com os outros tem um limite determinado pela nossa própria autocompaixão.
Quando não nos damos permissão para sermos humanos, com dias ruins, erros e cansaço, acabamos projetando essa exigência de perfeição nos outros. O resultado são relacionamentos tensos, onde qualquer crítica vira um ataque e qualquer erro do parceiro vira motivo de profunda decepção.
Ou seja, nossa falta de compaixão por nós mesmos acaba se refletindo na forma como tratamos aqueles que nos rodeiam. Só conseguimos dar aos outros aquilo que já temos dentro de nós.
Ser gentil não é ser "mole". Muita gente confunde autocompaixão com vitimismo ou preguiça. Mas é o oposto. Ter compaixão por si mesmo é ter a coragem de dizer: "Eu errei, isso dói, mas eu continuo sendo digno de amor".
Quando você se acolhe, você para de buscar a validação do outro. Você não precisa mais que seu parceiro ou sua família sejam perfeitos para que você se sinta seguro. Você se torna um porto seguro para si mesmo e, estranhamente, isso o torna um parceiro muito melhor.
O primeiro passo (hoje) Na próxima vez que você se pegar em um diálogo interno cruel, faça uma pausa. Respire. Imagine que é alguém que você ama muito naquela situação. O que você diria?
Quem sou eu?

Fabricio Meinerz Abdalla
CRP:

07/45619
Atendimento:
Presencial, Online
Iniciar um trabalho analítico é um ato que, além de demonstrar muita coragem, nos coloca em contato com a possibilidade de que algo seja feito, dito, elaborado e inscrito de maneira diferente. Uma primeira sessão instaura o início de um percurso: condensa angústias, traz uma breve noção da maneira com que falamos de nós mesmos, do jeito com que nos apresentamos ao outro, além de apontar para lugares que ainda não conseguimos chegar.
Minha escuta clínica é orientada pela psicanálise em Freud e Lacan, mantendo um constante diálogo com temas clássicos e contemporâneos em suas interfaces com o trabalho clínico.
Atendo de maneira online e presencialmente na cidade de Porto Alegre - RS.
Sou Psicólogo formado pela Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), e Mestrando no Programa de Pós-Graduação em Psicanálise Clínica e Cultura da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (PPGCLIC - UFRGS).
Valor da Sessão / Tempo de duração
R$ 80,00
/
50 minutos
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