
Essa é uma das perguntas que mais geram vergonha nas mulheres. Como se a resposta óbvia fosse "porque eu sou burra" ou "porque eu sou fraca". E não é nenhuma das duas.
Ficar em relações que machucam, sejam elas amorosas, familiares ou de amizade, é um padrão que tem raízes muito mais profundas do que a escolha consciente. E entender isso não é uma forma de se isentar de responsabilidade. É uma forma de finalmente se ver com compaixão.
Jung dizia que a gente não atrai o que quer, mas o que é. Não como julgamento, mas como convite ao autoconhecimento. Os padrões relacionais que repetimos ao longo da vida foram, em grande parte, construídos muito antes de termos consciência deles. Na infância, aprendemos o que é amor observando as relações ao redor. E se o amor que vimos era misturado com ausência, controle, imprevisibilidade ou exigência, é isso que o nosso sistema reconhece como familiar.
Familiar não é o mesmo que saudável. Mas o sistema nervoso confunde os dois.
É por isso que uma mulher pode saber, racionalmente, que aquela relação não faz bem, e ainda assim sentir uma atração inexplicável. Ou sentir que sem aquela pessoa algo essencial vai faltar. Ou acreditar que se ela se dedicar mais, se ela for mais paciente, se ela mudar alguma coisa em si mesma, a relação vai melhorar.
Isso não é falta de amor próprio. É um padrão aprendido que precisa ser reconhecido para poder ser transformado.
O primeiro passo não é sair da relação. O primeiro passo é se perguntar, com honestidade e sem julgamento: o que essa relação está me dando que eu ainda não consigo me dar?
Essa pergunta, sozinha, já é o começo de muita coisa.
E se você se sente pronta para explorar essa pergunta, é só me chamar!





