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Procrastinação não é preguiça

O que é então?

2 de out. de 2025

Gustavo Gonçalves Oliveira

Psicoeducação
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Quantas vezes você já se pegou dizendo “sou preguiçoso” só porque não conseguiu começar algo? A verdade é que procrastinação não é falta de força de vontade, muito menos preguiça. Na maioria das vezes, ela é medo disfarçado.

 

Medo de não dar conta, medo de não ser bom o suficiente, medo de fracassar ou até de ser visto. É como se o cérebro pensasse: “se eu não começo, não corro o risco de errar”. O problema é que esse alívio momentâneo vira um peso ainda maior depois.

 

Na prática, procrastinamos quando a tarefa carrega um significado emocional grande demais. Não é só “escrever um relatório”, é se expor ao julgamento do chefe. Não é só “ligar para o médico”, é lidar com a ansiedade do que ele pode dizer. A mente cria desculpas convincentes para fugir daquilo que nos assusta.

 

Olhar para a procrastinação com mais gentileza pode ser um primeiro passo. Perguntar: o que estou tentando evitar? O que essa tarefa desperta em mim? Às vezes, o que paralisa não é a tarefa em si, mas a história que contamos sobre ela.

 

No fim, a questão não é se você tem disciplina suficiente, mas se consegue reconhecer o medo escondido atrás da enrolação. Nomear isso já é um jeito de começar.

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