
Quantas vezes você já se pegou dizendo “sou preguiçoso” só porque não conseguiu começar algo? A verdade é que procrastinação não é falta de força de vontade, muito menos preguiça. Na maioria das vezes, ela é medo disfarçado.
Medo de não dar conta, medo de não ser bom o suficiente, medo de fracassar ou até de ser visto. É como se o cérebro pensasse: “se eu não começo, não corro o risco de errar”. O problema é que esse alívio momentâneo vira um peso ainda maior depois.
Na prática, procrastinamos quando a tarefa carrega um significado emocional grande demais. Não é só “escrever um relatório”, é se expor ao julgamento do chefe. Não é só “ligar para o médico”, é lidar com a ansiedade do que ele pode dizer. A mente cria desculpas convincentes para fugir daquilo que nos assusta.
Olhar para a procrastinação com mais gentileza pode ser um primeiro passo. Perguntar: o que estou tentando evitar? O que essa tarefa desperta em mim? Às vezes, o que paralisa não é a tarefa em si, mas a história que contamos sobre ela.
No fim, a questão não é se você tem disciplina suficiente, mas se consegue reconhecer o medo escondido atrás da enrolação. Nomear isso já é um jeito de começar.





