top of page

Quando a maternidade desperta feridas da própria infância

10 de jun. de 2026

Thaina Lima Pinheiro Teixeira

00:00 / 01:04
Mulher

Ouça esse artigo usando o player acima.

  • Texto em 4 linhas

  • ​Texto em 4 linhas

  • ​Texto em 4 linhas

  • Texto em 4 linhas

image_edited.png
Terappia Logo

Existe um fenômeno que muitas mães vivem e poucas conseguem nomear: a chegada de um filho, em vez de só trazer alegria, acorda algo antigo. Uma dor que parecia resolvida. Uma memória que não era memória mas virou sensação. Um padrão de comportamento que aparece do nada e assusta.

 

Quando nos tornamos mães, algo muito profundo se reorganiza na psique. A gente passa a ocupar um lugar, o lugar da mãe que antes era ocupado por outra pessoa. E nessa transição, inevitavelmente, a relação que tivemos com a nossa própria mãe vem à tona. Às vezes de forma sutil, às vezes de forma muito intensa.

 

A mãe que teve uma infância difícil pode se pegar com medo de repetir o que viveu. A mãe que foi criada com rigidez pode oscilar entre o extremo oposto e o mesmo padrão, sem entender por quê. A mãe que não teve presença materna suficiente pode sentir uma tristeza que não sabe explicar quando olha para o próprio filho.

 

Isso acontece porque a maternidade é um espelho. Ela reflete não só quem somos agora, mas quem fomos e o que precisamos, lá atrás, que talvez não tenhamos recebido.

 

Reconhecer isso não é culpar a própria mãe. É entender que feridas não tratadas tendem a aparecer nos momentos de maior vulnerabilidade, e a maternidade é, sem dúvida, um desses momentos.

 

A boa notícia é que a tomada de consciência já interrompe parte do ciclo. E o trabalho terapêutico feito durante a maternidade tem um impacto que vai além da mãe, ele chega até o filho também.

 

Cuidar de si é, também, cuidar de quem você ama.

 

Se esse post te tocou me envie uma mensagem e vamos começar a cuidar de você!

 

Thainá Pinheiro

Psicóloga de Mulheres e Mães

Últimas publicações desse Terappeuta

bottom of page