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Quem te acolhe quando você desaba?

19 de mai. de 2026

Gabriela Correa Mercado

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Autocuidado

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Tem pessoas que se acostumaram a ser porto seguro.

São aquelas que escutam, acolhem, resolvem, organizam. As que percebem quando alguém não está bem. As que encontram forças mesmo quando já estão cansadas. Todo mundo sabe onde encontrá-las quando precisa, mas quase ninguém pergunta como elas estão de verdade.

 

Existe um peso silencioso em ocupar constantemente o lugar de apoio. Porque, aos poucos, você aprende que precisa ser forte o tempo todo.
Que não pode desmoronar.
Que não pode decepcionar.
Que precisa continuar sustentando.

E então nasce uma solidão muito específica: a de quem sempre cuida… mas raramente é cuidado.

 

Na clínica, isso aparece em pessoas que sentem culpa ao pedir ajuda. Que se sentem “pesadas demais” quando expressam dor. Que aprenderam a oferecer acolhimento aos outros, mas não sabem receber o mesmo para si. Como se vulnerabilidade fosse um privilégio reservado aos outros.

 

Porém, ninguém consegue sustentar tudo sozinho para sempre.

Até quem é abrigo precisa de descanso. Quem fortalece os outros também enfraquece. Quem parece firme por fora carrega batalhas que ninguém vê. E talvez uma das perguntas mais importantes da vida adulta seja essa: quem é o seu apoio quando você deixa de ser o apoio de todo mundo?

 

Porque cuidado não deveria existir só em uma direção.

Você também merece espaço para cansar, para ser ouvido sem precisar parecer forte e para existir sem ter que sustentar tudo o tempo inteiro.

Talvez o começo da cura esteja justamente aí: em entender que precisar de apoio não diminui a sua força. Só prova que você é humano.

 

@gabimercado.psi

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