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Reflexões sobre o livro "A corda que sai do útero"

28 de jul. de 2026

Bruna Chaves Alencar

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Mulher

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Antes de tudo, é importante dizer que A Corda que Sai do Útero me pareceu um livro breve, delicado e profundamente poético. Por meio de seus poemas, Ana Suy convida a uma reflexão sensível sobre a gestação, a maternidade e as transformações que acompanham essa experiência. Ao longo da leitura, fui fazendo algumas relações com a psicanálise, especialmente quando a autora toca na forma como nos reconhecemos nas experiências do outro. Um dos poemas que mais me marcou sugere que, quando mulheres comentam sobre a gestação de outra mulher, muitas vezes também estão falando de si mesmas.

 

Outro aspecto que atravessou a obra foi a presença dos lutos. A maternidade aparece como um processo de transformações que envolve despedidas, perdas e a construção de uma nova identidade. Para mim, essa foi uma das ideias mais potentes do livro: apresentar a maternidade para além das idealizações, reconhecendo suas ambivalências, angústias e reconstruções.

 

Ao terminar a leitura, fiquei com a impressão de que, embora cada maternidade seja única, muitos dos sentimentos vividos nesse processo são compartilhados entre diferentes mulheres. Solidão, lutos, crises de identidade e emoções contraditórias costumam ser experimentados de forma muito íntima, mas permanecem, muitas vezes, silenciados.

 

Mais do que oferecer respostas, esse livro me deixou com boas perguntas e despertou em mim o desejo de conhecer outras obras da Ana Suy e de continuar estudando a maternidade em toda a sua complexidade. Afinal, sentimentos que muitas vezes vivemos como exclusivamente nossos podem, na verdade, ser partilhados por tantas outras mulheres.

 

Obrigada, Ana Suy. 💛

 

- Psicóloga Bruna ALencar

 

Página: @psicologabrunaalencar

 

 

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