
Quando ingressei no curso de Psicologia, recém saído do ensino médio, eu não fazia a menor ideia do que significava ser um profissional da saúde num país tão diverso e contraditório. Ao longo da minha formação, tive a oportunidade de estudar as teorias e as técnicas, as leis e portarias, as políticas públicas, os estatutos… pude me apropriar de uma miríade de conhecimentos que ultrapassaram largamente qualquer expectativa que eu pudesse ter. Hoje, creio firmemente que ser um profissional da saúde significa, acima de tudo, cumprir o compromisso social de cuidar do cidadão e promover a cidadania. No meu caso, isso se traduziu em voltar minha atenção para as populações que sofrem cotidianamente com a vulnerabilidade, seja social, afetiva, material, alimentar, educacional; enfim, multidimensional.
No seio do povo floresce uma infinidade de diferentes histórias, diferentes realidades... Cada qual com seus desafios particulares. Alguns desses desafios, no entanto, estão longe de serem individuais. Muito pelo contrário, eles são de ordem estrutural. Justamente por isso seria um erro assumir que todes dispõem de igual suporte afetivo e material para lidar com suas demandas internas e exigências externas. A materialidade dessas condições me levou a um questionamento basilar: Para quem eu faço psicologia? Ou melhor, para qual realidade eu decidi olhar?
Tais reflexões me levaram à uma aproximação da Teoria Histórico-Cultural. Compreendi que o desenvolvimento humano não é algo que se dá de maneira isolada, inata ou imutável. Pelo contrário, somos constituídos na relação com os outros, mediados por instrumentos culturais e históricos. Isso significa que as condições materiais objetivas impactam diretamente nas possibilidades de desenvolvimento. Por isso, não é possível falar em saúde apenas em termos biomédicos, uma vez que a condição orgânica não determina, por si só, o destino do sujeito. O que faz diferença, na concretude, é a forma como a coletividade responde. Acredito que a abordagem Histórico-Cultural nos convoca a uma outra prática: uma psicologia engajada com a transformação!
Quem sou eu?

Eduarda Regina Gonçalves Pereira
CRP:

04/86135
Atendimento:
Online
Nem sempre é fácil entender o que estamos sentindo. Às vezes, a ansiedade, as inseguranças, os relacionamentos ou os desafios da vida parecem difíceis demais para enfrentar sozinho(a).
Sou psicóloga, com atuação clínica baseada na Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC), e acredito na terapia como um espaço de acolhimento, escuta e construção conjunta.
Meu propósito é caminhar ao seu lado na compreensão de si e na construção de formas mais saudáveis de lidar com aquilo que hoje te faz sofrer.
Valor da Sessão / Tempo de duração
R$ 60,00
/
50 minutos
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