
O choro não despencou, ficou ali suspenso.
Ficou suspenso após eu ouvir uma pessoa, após eu ser atravessada por uma dor de quem a falou. O silêncio foi tomando o espaço da sala, eu vi as lágrimas dessa dor de uma violência.
Me perfurou ali, me perfurou porque foi violento, porque realmente doi. Fechei a porta, queria chorar sozinha após ouvir, queria expressar algo, mas ficou aqui guardado, espantado.
Tomei café em casa pensando na minha sensibilidade, neste ouvir que às vezes derruba. Não que ele me tome de inteira, mas tá aqui essa dor. Questionei a minha sensibilidade, queria sentir menos, espantar menos, me sensibilizar menos.
No outro dia chorei, chorei lágrimas de tempos. Que alívio chorar. Pensei que o que escuto me atravessa, perfura e não é para perfurar? Se a minha escuta não é para se espantar, para se humanizar com o humano, ela é para quê?
O incomodo vai vir porque se incomodar é se sensibilizar. Uma escuta não é para isso?
Eu escuto gente, que se emociona como gente. E eu não posso sentir? Sentir como gente também?
Me recuso a normalizar a indiferença. É que aqui tem escuta de gente, tem coração com artéria que pulsa e doi, até porque tem coisa que doi mesmo.
Não tem um ideal de saúde mental, tem o processo de ouvir alguém. Nesse processo tem choro, tem indignação, tem cansaço, tem felicidade, tem angústia, tem o lembrar, tem o querer um colo, tem esperança e tem gente, dos dois lados, tem gente.
Quem sou eu?

Ana Clara Martins Domingos Oliveira
CRP:

04/87067
Atendimento:
Online
Um espaço para você se escutar, se compreender e cuidar de si.
Olá, sou Ana Clara Martins, psicóloga clínica, formada pela ESAMC Uberlândia, com atuação clínica e orientação psicanalítica.
Acredito que a psicoterapia pode ser um espaço de acolhimento e escuta, onde você não precisa ter todas as respostas e nem saber exatamente por onde começar. É um lugar para falar sobre aquilo que você sente, pensa e vive, com liberdade e sem julgamentos.
Ao longo da vida, podemos nos deparar com situações que despertam ansiedade, inseguranças, conflitos, dificuldades nos relacionamentos, estresse ou sentimentos que nem sempre conseguimos compreender. Em outros momentos, podemos simplesmente sentir o desejo de nos conhecer melhor e compreender por que algumas situações, emoções ou padrões continuam fazendo parte da nossa história.
É nesse espaço que a terapia pode fazer sentido.
Minha prática é orientada pela Psicanálise, a partir dos estudos de Freud, Lacan e Klein, buscando compreender cada pessoa em sua singularidade. Isso significa respeitar sua história, seu tempo, seus valores e a maneira única como você vivencia o mundo.
Acolho diferentes demandas, entre elas questões relacionadas à ansiedade, autoestima, autoconhecimento, inteligência emocional, desenvolvimento pessoal, relacionamentos, manejo do estresse, fortalecimento emocional, sexualidade, religião e espiritualidade, além de outras questões que possam surgir ao longo do processo.
Meu trabalho é pautado pela ética, escuta qualificada, acolhimento e cuidado individualizado. Não existe uma fórmula pronta para cada pessoa. O processo terapêutico é construído a partir daquilo que você traz e daquilo que, juntos, podemos compreender ao longo dos encontros.
Talvez você não precise ter tudo resolvido para começar.
A terapia pode ser um espaço para compreender melhor o que você sente, elaborar conflitos, olhar para sua própria história com mais cuidado e encontrar novas formas de se relacionar consigo mesma e com o mundo.
Se existe algo em você pedindo para ser escutado, esse pode ser um momento de começar.
Atendimento online para todo o Brasil e presencial em Uberlândia – MG.
Entre em contato e agende sua sessão.
Valor da Sessão / Tempo de duração
R$ 60,00
/
50 minutos
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