
Estudos de neurociência cognitiva estimam que entre 90 e 95% dos nossos pensamentos, decisões e comportamentos diários são automáticos. Não deliberados. Não escolhidos. Executados por circuitos que aprenderam a funcionar sem precisar da sua atenção consciente.
Isso não é falha. É eficiência. O problema é quando o que foi automatizado não foi escolhido — foi só absorvido. E quando você passa a vida executando respostas que não são suas, mas que parecem suas porque estão tão dentro que você não consegue mais ver a fronteira.
"Você não está vivendo a sua vida. Está executando a versão dela que foi programada antes de você ter voz sobre o programa."
Freud chamava isso de retorno do recalcado — o que não foi elaborado continua atuando, disfarçado de espontaneidade, de instinto, de jeito de ser. O que chamamos de "eu" é, em grande parte, uma montagem feita com material alheio, absorvido antes de termos maturidade para questionar.
A neurociência chama o mesmo fenômeno de Sistema 1 — o pensamento rápido, automático, associativo, completamente cego para seus próprios vieses. O Sistema 2 — o pensamento lento, deliberado, crítico — é custoso, cansativo, e raramente acionado sem intenção explícita.
"Questionar não é natural. É um ato que custa energia e exige que você escolha, ativamente, desacelerar o que o cérebro quer manter no automático."
E aqui está o paradoxo: a consciência crítica não se sustenta sozinha. O automático sempre retorna — porque é o estado de menor consumo energético do cérebro. O questionamento precisa ser praticado. Pausar antes de reagir. Perguntar de onde vem o que você está sentindo antes de agir a partir dele. Criar distância entre o estímulo e a resposta.
Viktor Frankl descreveu esse espaço entre estímulo e resposta como o lugar onde reside a liberdade humana. Não numa ausência de condicionamentos — esses nunca somem completamente. Mas na capacidade de percebê-los antes de obedecê-los.
Consciência crítica não é sobre ter as respostas certas.
É sobre começar a fazer as perguntas que o automático nunca fez.
Quem sou eu fora dos padrões que aprendi?
O que eu escolheria se soubesse que estou escolhendo?
Quem sou eu?

Beatriz de Souza
CRP:

06/205069
Atendimento:
Online
Às vezes o que sentimos toma conta da nossa vida sem nem percebermos, mas não precisa ser assim.
Prazer, sou Beatriz, psicóloga especialista em Clínica Fenomenológico-Existencial pelo IFEN-RJ. Acompanho adultos, jovens adultos e adolescentes que vivenciam exaustão mental, crises de ansiedade, burnout , esgotamento acadêmico, oscilações importantes de humor como bipolaridade, dificuldades em relacionamentos, autoestima abalada, busca de reconstrução de sentido e formas de lidar com a sensação de insegurança, solidão, ansiedade e tristeza profunda.
Na terapia, busco compreender não apenas o que está acontecendo com você, mas como você está vivendo essa experiência. O processo é um espaço para olhar para sua história, seus sentimentos, escolhas, relações e limites, construindo novas possibilidades de lidar com aquilo que hoje parece difícil de sustentar.
Se você sente que é o momento de desacelerar o ruído externo e olhar com carinho para o seu mundo interior, entre em contato, estarei aqui para caminhar ao seu lado.
Valor da Sessão / Tempo de duração
R$ 60,00
/
50 minutos
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