
Tem um tipo de “sim” que não nasce do desejo. Nasce do medo. Medo de desagradar, de decepcionar, de gerar conflito, de perder alguém. E, quando você percebe, está fazendo coisas que nem queria fazer, aceitando situações que te cansam e vivendo uma vida meio atravessada.
No começo, isso passa despercebido. Parece só ser alguém disponível, flexível, “de boa”. Mas, com o tempo, começa a pesar. Vem o cansaço, a irritação, uma sensação estranha de estar sempre cedendo. E, às vezes, até um certo ressentimento com o outro — mesmo que o outro nem saiba que você não queria estar ali.
O ponto é que limite não é sobre afastar pessoas. É sobre se manter presente sem se abandonar. Dizer “não” não é rejeitar o outro, é respeitar o que faz sentido para você naquele momento. Só que, para muita gente, isso nunca foi ensinado. Pelo contrário. Aprenderam que agradar é mais seguro do que se posicionar.
Na prática, a dificuldade de colocar limites aparece de formas sutis. Um “tanto faz” quando não é tanto faz. Um compromisso aceito no automático. Um incômodo engolido para evitar conversa. Pequenas concessões que vão se acumulando até virar algo maior.
Aprender a dizer não não é virar alguém rígido ou indiferente. É conseguir diferenciar o que é escolha do que é obrigação emocional. E isso nem sempre vem com conforto. Às vezes vem com culpa, com dúvida, com aquela sensação de estar fazendo algo errado.
Mas, aos poucos, algo muda.
Quando você começa a se escutar mais, suas relações também mudam. Ficam mais honestas, menos baseadas em expectativa e mais em escolha. Nem todo mundo vai gostar. E tudo bem.
Porque, no fim, não se trata só de dizer “não” para o outro.
Se trata de parar de dizer “sim” para aquilo que te afasta de você.
Quem sou eu?

Ana Patricia Ferreira de Melo
CRP:

11/26134
Atendimento:
Online
Sou Ana Patrícia, psicóloga, e acredito que cada pessoa precisa ser acolhida de forma única, respeitando sua história, suas necessidades e seu momento de vida. Minha atuação é pautada na escuta qualificada, no acolhimento e na ética profissional, buscando construir com cada cliente um espaço seguro, onde ele possa se sentir ouvido e compreendido.
Através da Terapia Cognitivo-Comportamental, trabalho auxiliando o cliente a compreender a relação entre seus pensamentos, emoções e comportamentos, desenvolvendo estratégias que possam contribuir para uma rotina mais saudável e para o enfrentamento de suas dificuldades. Também possuo experiência com intervenção ABA, o que ampliou minha capacidade de observar comportamentos, estabelecer objetivos e acompanhar a evolução de cada pessoa de maneira individualizada.
Meu objetivo é oferecer um atendimento humanizado, responsável e personalizado, contribuindo para que cada cliente se sinta respeitado, acolhido e capaz de desenvolver novos recursos para lidar com seus desafios
Valor da Sessão / Tempo de duração
R$ 40,00
/
40 minutos
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