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Você se acostumou a viver em estado de sobrevivência?

Quando a exaustão deixa de ser percebida como um sinal de limite e passa a ser tratada como parte da personalidade.

21 de mai. de 2026

Fernanda Oliveira Souza

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Saúde mental

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Tem pessoas que passam tanto tempo tentando apenas “dar conta” da rotina que deixam de perceber o quanto estão emocionalmente sobrecarregadas.

 

Vivem resolvendo demandas, antecipando problemas, sustentando responsabilidades e funcionando no automático. O corpo desacelera, mas a mente continua em alerta.

 

Na clínica, esse estado de sobrevivência costuma aparecer em pessoas que aprenderam a associar valor pessoal à produtividade, ao controle ou à necessidade de estar sempre disponíveis para tudo e para todos.

 

O problema é que viver em alerta constante pode fazer o sofrimento parecer normal. A exaustão deixa de ser percebida como um sinal de limite e passa a ser tratada como parte da personalidade.

 

Nem sempre o esgotamento emocional aparece de forma evidente. Muitas vezes, ele surge na dificuldade de descansar sem culpa, na irritabilidade frequente, na sensação de estar sempre atrasada emocionalmente ou na incapacidade de realmente se sentir presente.

 

Sobreviver à rotina não é a mesma coisa que estar bem.

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