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"Eu tenho vergonha de chorar na terapia."

...e, às vezes, fora dela também.

6 de jul. de 2026

Milena Schmitt Moura

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Psicoterapia

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"Eu tenho vergonha de chorar na terapia."

...e, às vezes, fora dela também.

 

Tem gente que pede desculpas antes de chorar.

Tem gente que segura o ar, muda de assunto, faz uma piada, sorri.

Tem quem diga:
"Não quero incomodar."
"Nem sei por que estou chorando."
"Desculpa, eu sou muito sensível."

 

E existe quem passe cinquenta minutos tentando não deixar cair uma lágrima.

Se você se reconheceu em alguma dessas cenas, quero te contar uma coisa.

Talvez o problema nunca tenha sido o seu choro.

 

Talvez você tenha aprendido, muito cedo, que sentir era inconveniente.

Que precisava ser forte.
Que precisava dar conta.
Que precisava proteger quem estava ao redor das suas emoções.

Então você aprendeu a engolir.

Engoliu tristeza.
Engoliu medo.
Engoliu raiva.
Engoliu pedidos de ajuda.

Até que o corpo começou a falar aquilo que a boca não conseguia.

Ansiedade.
Insônia.
Pensamentos acelerados.
Cansaço que descanso nenhum resolve.

Porque emoção reprimida não desaparece.

Ela apenas encontra outro lugar para existir.

 

Chorar na terapia não é um fracasso.

 

É, muitas vezes, o momento em que você finalmente deixa de lutar contra aquilo que sente.

Não é perda de controle.

É confiança.

É o instante em que seu sistema nervoso percebe, talvez pela primeira vez em muito tempo, que não precisa permanecer em estado de alerta o tempo todo.

Na clínica, eu não espero que você seja forte.

Não espero que encontre as palavras certas.

Nem que saia melhor em cinquenta minutos.

Espero apenas que exista espaço suficiente para que você possa aparecer como realmente está.

Com medo.

Com dúvidas.

Com vergonha.

Com raiva.

Ou em silêncio.

Porque, às vezes, o silêncio também chora.

 

"Mas eu tenho vergonha..."

A vergonha costuma nascer quando acreditamos que existe algo errado em nós.

Ela nos convence de que sentir é exagero.
Que precisar de ajuda é fraqueza.
Que nossas emoções são um peso para os outros.

Mas a vergonha diminui quando encontra um olhar que não julga.

É isso que a psicoterapia oferece.

Não um lugar onde você aprende a nunca mais chorar.

Mas um lugar onde você descobre que não precisa mais pedir desculpas por sentir.

Talvez essa seja uma das mudanças mais profundas que a terapia pode oferecer.

Não fazer a dor desaparecer.

Mas fazer com que ela deixe de ser vivida em solidão.

 

Se esse texto encontrou algo em você...

Talvez não seja porque você é "sensível demais".

Talvez seja porque você passou tempo demais acreditando que precisava carregar tudo sozinha.

E ninguém deveria precisar fazer isso.

Se você sente que chegou a hora de construir um espaço onde possa existir sem máscaras, a psicoterapia pode ser esse começo.

 

Entre em contato comigo e bora trilhar o caminho do sentir juntas

WhatsApp: (51) 98453-2941

Abraço,

Milena Schmitt Moura | CRP 07/41927

Quem sou eu?
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Beatriz de Souza

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Atendimento:

Online

Às vezes o que sentimos toma conta da nossa vida sem nem percebermos, mas não precisa ser assim.

Prazer, sou Beatriz, psicóloga especialista em Clínica Fenomenológico-Existencial pelo IFEN-RJ. Acompanho adultos, jovens adultos e adolescentes que vivenciam exaustão mental, crises de ansiedade, burnout , esgotamento acadêmico, oscilações importantes de humor como bipolaridade, dificuldades em relacionamentos, autoestima abalada, busca de reconstrução de sentido e formas de lidar com a sensação de insegurança, solidão, ansiedade e tristeza profunda.

Na terapia, busco compreender não apenas o que está acontecendo com você, mas como você está vivendo essa experiência. O processo é um espaço para olhar para sua história, seus sentimentos, escolhas, relações e limites, construindo novas possibilidades de lidar com aquilo que hoje parece difícil de sustentar.

Se você sente que é o momento de desacelerar o ruído externo e olhar com carinho para o seu mundo interior, entre em contato, estarei aqui para caminhar ao seu lado.

Valor da Sessão / Tempo de duração

R$ 60,00

/

50 minutos

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