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🌸 O peso invisível que carregamos

o que é a carga mental e por que ela nos esgota

15 de out. de 2025

Stephany Caroline de Brito de Alemida

Saúde mental
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Você já sentiu como se sua mente nunca parasse?
Mesmo quando o corpo tenta descansar, os pensamentos seguem ativos — lembrando compromissos, planejando o dia seguinte, organizando mentalmente o que precisa ser feito. Essa sensação de estar sempre ligada, mesmo sem perceber, tem um nome: carga mental (mental load).

Esse conceito, que vem sendo cada vez mais discutido em estudos recentes, se refere ao trabalho invisível de planejar, organizar, antecipar e manter o funcionamento da vida cotidiana — especialmente dentro de casa e nas relações familiares. Diferente das tarefas físicas, que todos veem, a carga mental atua em silêncio: é o esforço constante de pensar em tudo, de se preocupar com todos, e de garantir que nada falte.

Um estudo publicado em 2025, chamado “Beyond Time: Unveiling the Invisible Burden of Mental Load”, trouxe uma reflexão importante sobre isso. As pesquisadoras observaram que, mesmo em relacionamentos onde as tarefas práticas parecem equilibradas, as mulheres ainda carregam a maior parte da responsabilidade emocional e organizacional da casa — um peso que não aparece nos relógios, mas se manifesta no corpo, no humor e na saúde mental.
Mais do que o tempo gasto, o que realmente pesa é a sensação de estar sempre responsável, de nunca poder “desligar” ou se quer errar.

Você já ouviu falar sobre o termo spillover Esse “transbordamento” — o que os estudos chamam de spillover — mostra como o que acontece em uma área da vida se espalha para as outras: preocupações domésticas interferem no trabalho, tensões emocionais afetam o descanso, e o cansaço se acumula até tomar conta do dia a dia.
É como se as fronteiras entre os papéis se dissolvessem, deixando a pessoa sempre em estado de alerta.

Por isso é importante olhar para esse tema de uma forma mais humana e profunda, trazendo à consciência o que antes era automático: o ritmo acelerado, a cobrança interna, a culpa por não dar conta de tudo.
Ao reconhecer esses movimentos internos, é possível começar a reconstruir o próprio tempo — estabelecer limites, resgatar o sentido do cuidado e permitir-se existir para além das responsabilidades.

Falar sobre esse peso invisível é, também, abrir espaço para o acolhimento e a consciência.
Nem tudo precisa ser feito, nem tudo precisa ser perfeito.
E talvez o primeiro passo para aliviar essa carga seja simplesmente olhar para ela com gentileza e verdade.

 

 

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