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Carta À dúvida

24 de mar. de 2026

Paulo Roberto Maciel Raimundo

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Autoconhecimento

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Cara Dúvida,

 

Fico pensando em como deve ser um momento de plena certeza, uma convicção serena e perene daquilo que está por vir. Fé, eu ouvi dizer, não se trata de sentir, é um crer — a certeza das coisas que se esperam.

Você, Dúvida, me traz uma imagem na mente, das orquídeas azuis que tem no mercado. Ouvi dizer que elas são tingidas, e que depois de uma semana já não estão ali, a planta volta ao teu estado original... Fazendo um paralelo dá para deduzir que nosso estado confiante é o nosso estado natural, e é difícil para os mais críticos e céticos crer nisso.

 

Será que há apego ao sofrimento? A noção de que fé move montanhas, multiplica pães e peixes, cura doenças chega a ser tão absurda mas tão certa que a luz demais faz a gente ou desconfiar, ou não se achar potente o suficiente, ou não ter espaço o suficiente para essa grandeza toda. É… to sendo realista, com o que vejo. Mas tenho honestidade e sinceridade em uma coisa, todas as vezes que a minha crença era tão forte quanto a alma do fogo de uma fogueira, eu fiquei bem, fiquei leve e tranquilo.

 

As sombras podem se transformar em arsenal interpretativo e compreensivo do sofrimento humano comum à todos nós. As dúvidas passam a ser o sinal de uma passagem das nuvens no céu claro da consciência. Tornamo-nos inteiros, sem medo dos pensamentos perigosos, e dos transtornos manifestos e latentes, afinal, a fé é a certeza daquilo que é, que não é sonho, é presença.

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