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6 dicas para uma adoção saudável

Quem quer saber como adotar uma criança no Brasil, certamente receberá a orientação de buscar atendimento no fórum mais perto da sua...

5 de fev. de 2022

Fabiane Belarmino

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Quem quer saber como adotar uma criança no Brasil, certamente receberá a orientação de buscar atendimento no fórum mais perto da sua casa, pois não há adoção legal no Brasil que não passe pela Vara da Infância, onde você será orientado sobre todos os passos que precisará cumprir até a efetiva formação da sua família por meio da adoção.


Porém ao longo destes anos, como profissional e mãe por adoção, noto que as maiores angústias não estão em compreender as fases do processo, mas na construção desse projeto de família que ainda é um tabu para muitas pessoas. Por isso, selecionei aqui 6 dicas que vão além do necessário “faça tudo dentro da lei” para ajudá-lo a viver essa jornada.


1) Converse muito com o seu par.

Pessoas solteiras podem adotar com os mesmos direitos que os casais, por isso, caso você esteja se preparando para uma adoção monoparental, considere como conversa a reflexão sobre o seu projeto adotivo.

É preciso que o desejo de adotar seja uma escolha segura e cujos objetivos sejam ter filhos, formar sua família e exercer uma parentalidade responsável. Os filhos não podem ser um recurso para salvar relacionamentos, preencher vazios, ou um investimento para ter companhia e cuidadores na velhice. Além de todas as demandas que um filho já gera normalmente, uma criança que chega por adoção já passou por dores extraordinárias e precisa ser amada e cuidada quando finalmente chega ao lar. Seu filho passou por muitas batalhas e não pode chegar à sua família com uma missão de curar aos adultos.


2) Busque um grupo de apoio.

Muitas dúvidas surgirão, e é natural, você está se preparando para uma grande mudança na sua vida. A chegada de filhos muda a rotina, a dinâmica familiar, as finanças da casa, prioridades, o relacionamento entre as pessoas da casa, é uma verdadeira revolução!

Por isso é imprescindível que você busque conhecimento, tenha um espaço onde possa trocar informações com pessoas que estão na mesma jornada que você trilhará. Isso acrescentará aquilo que eu gosto de chamar de repertório, ou seja, que você tenha consciência das coisas que podem vir a acontecer e de alternativas de soluções que já funcionaram para outras famílias.

Caso não encontre um grupo de apoio presencial, ou ainda que tenha encontrado, lhe convido a conhecer o maior grupo de apoio no Facebook do Brasil, do qual sou moderadora, chamado "Histórias de adoção".


3) Converse com outros pais.

Semelhante ao conselho anterior, mas neste caso estou falando de pais que tem filhos biológicos em idades próximas ou superiores à faixa etária que você pretende colocar no seu perfil. Isso é importante pois você vai aprendendo como lidar com as crianças e também para que não caia na maior armadilha que existe: colocar toda e qualquer dificuldade que tiver com a criança “na conta” da adoção.

Assim, se você tiver uma criança de dois anos e ela fizer uma birra atrás da outra, você vai saber que esse comportamento é normal, a famosa e temida adolescência do bebê.

Tenha amigos íntimos o suficiente para te contar sobre o dia que o seu filhinho, que foi planejado e amado desde o dia do teste de gravidez positivo, se jogou no chão do supermercado aos gritos por algum motivo aleatório e como eles solucionaram esse problema.


4) Oriente sua família e amigos.

Pode ser que o tema adoção não seja familiar entre as pessoas que conviverão com os seus filhos, e na pior das hipóteses, pode ser que haja algum tipo de preconceito. Com certeza cabe ao pretendente saber o momento que considera mais favorável para contar a cada pessoa que está se preparando para adotar, porém, considero aconselhável por vários motivos que você o faça antes da chegada da criança.

Caso não conte, as pessoas que lhe apoiam perderão a oportunidade de estar por perto no processo, obter conhecimento e contribuir da forma que puderem. Sobre as que não apoiam, podem se tornar inconvenientes e é melhor saber quem são antes da chegada do seu filho, não é verdade? Além disso, ao falar sobre o assunto, você tem a oportunidade de levar informações de qualidade e ajudá-las a mudar o ponto de vista.


5) Siga perfis com informações seguras.

Mais um conselho sobre informação. Há perfis institucionais que divulgam informações oficiais como o site do CNJ e o ANGAAD mas há também profissionais e famílias formadas por adoção legal compartilhando sua história nas redes sociais e certamente poderão inspirar você. No meu Instagram @fabisuapsi o assunto sempre está em pauta.


6) Procure acompanhamento psicológico.

Preparar-se para ter filhos lhe fará passar pela experiência de reaprender a ser filho. Isso pode desencadear diversas memórias, e inclusive será pauta da entrevista com a psicóloga durante o processo de habilitação. Contar com o apoio de um profissional nesse mergulho em si mesmo e na própria história é um investimento em saúde e qualidade de vida para a sua família.

Além disso, o processo tem suas demoras, pode gerar ansiedade e também muitos questionamentos, e geralmente a fase de definição do perfil é uma das mais críticas. Os pretendentes relatam sentir angústia em ter que escolher as características do filho que virá como gênero, faixa etária, cor da pele, histórico social e de saúde.

Muitas coisas podem surgir dentro desse contexto, e ajuda especializada pode ser fundamental para que você esteja bem e com o melhor nível de preparo possível quando o filho chegar.


Fabiane Belarmino de Sousa

Psicóloga: CRP 14/063636

Contato: (35) 99727-1907

Instagram: @fabisuapsi

Meu perfil no Terappia: fabiane-belarmino-de-sousa


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Larissa Fernanda de Oliveira

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Olá! Sou Larissa, psicóloga, e acredito que a terapia pode ser um espaço de acolhimento, escuta e construção de novos caminhos, onde você possa falar sobre o que sente sem julgamentos e no seu próprio ritmo.

Atendo adolescentes, adultos e idosos, respeitando a história, as necessidades e o momento de vida de cada pessoa. Meu trabalho é baseado na Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC), uma abordagem que busca compreender a relação entre pensamentos, emoções e comportamentos e, a partir disso, desenvolver estratégias mais saudáveis para lidar com diferentes situações.

A terapia pode ser um espaço importante para quem está enfrentando ansiedade, baixa autoestima, inseguranças, dificuldades nos relacionamentos, mudanças importantes na vida, sobrecarga emocional, dificuldades para lidar com sentimentos, problemas de adaptação, momentos de crise ou simplesmente sente que precisa de um espaço para se compreender melhor.

Ao longo do processo, vamos olhar para aquilo que está acontecendo hoje, compreender padrões que podem estar contribuindo para o seu sofrimento e construir, juntos, ferramentas para que você consiga lidar melhor com suas emoções e situações do cotidiano.

Meu objetivo é que você encontre na terapia um espaço seguro para se conhecer, desenvolver novas perspectivas e construir uma relação mais saudável consigo mesmo e com a própria vida.

Se você sente que está passando por um momento difícil ou que gostaria de cuidar mais de si, talvez este seja um bom momento para começar. Será um prazer te acompanhar nessa caminhada.

Valor da Sessão / Tempo de duração

R$ 60,00

/

50 minutos

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