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A armadilha do autoconhecimento na terapia

Às vezes a busca por evolução nos aprisiona

25 de jul. de 2026

Mariane Rennhack Stein

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Psicoterapia

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Recentemente li um trecho do livro Weathering: How the Earth's Deep Wisdom Can Help Us Endure Life's Storms que ficou comigo por dias. Nele, Ruth Allen diz que a terapia pode, às vezes, se transformar em uma busca interminável por "mais": mais cura, mais respostas, mais autoconhecimento, mais evolução, mais introspecção.

Essa ideia me fez pensar na relação terapêutica.

Acredito profundamente que a terapia não deve criar uma dependência da própria terapia. Ela deve fortalecer a nossa capacidade de sustentar a vida. Principalmente quando ela é difícil.

Isso não significa que vamos deixar de sentir medo, tristeza ou insegurança. Significa que, aos poucos, construímos um lugar interno que não precisa procurar fora, o tempo todo, a confirmação de que estamos bem ou de que somos suficientes.

Talvez um dos maiores presentes do processo terapêutico seja justamente esse: perceber que você não precisa se tornar outra pessoa para viver uma vida mais verdadeira, mais liberta.

Nós continuamos mudando, inevitavelmente. Mas já não vivemos movidos pela sensação de que está sempre faltando alguma coisa.

Essa é a terapia que faz sentido para mim.

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