
Você teve coragem de procurar ajuda quando tudo dentro de você queria se calar. Quando o silêncio parecia mais seguro do que dar nome às próprias dores. Mesmo com a voz trêmula e os lábios hesitantes, você encontrou coragem para falar sobre aquilo que mora no mais profundo do seu ser.
Você teve coragem de olhar para o que dói, de reconhecer fragilidades, de admitir que sozinha não estava conseguindo sustentar tudo. A coragem não nasce da ausência do medo, mas da escolha de não permitir que ele seja maior do que o seu desejo de viver melhor.
E é nesse gesto simples — e ao mesmo tempo tão poderoso — de pedir ajuda, que você começa a se escolher. Porque coragem não é não sentir dor, é seguir apesar dela. É permitir que alguém caminhe ao seu lado enquanto você reaprende a se escutar, se acolher e se reconstruir, no seu próprio tempo.
Vem, eu posso te ouvir!
Com carinho, Helen Santos





