
A dor de não ser tudo e a beleza de ser aquilo que se é
Como a psicoterapia nos ajuda a acolher nossos desejos e a habitar o presente com mais consciência
15 de abr. de 2026
Maria Clara Moreira de Souza
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Sylvia Plath escreve
Não posso ser todas as pessoas que quero e viver todas as vidas que quero. Não posso desenvolver em mim todas as aptidões que quero. E por que eu quero? Quero viver e sentir as nuances, os tons e as variações das experiências físicas e mentais possíveis de minha existência.
Essa frase toca um ponto sensível: a dor de não poder ser tudo.
A vida que temos é uma só e, conforme caminhamos, precisamos escolher o que carregar e o que deixar para trás.
Flertamos com infinitas versões de nós mesmos e sofremos pelas vidas sonhadas, como se o que não vivemos fosse mais brilhante do que o que temos agora.
A terapia nos oferece um novo horizonte.
Nos ensina que a angústia de não ser 'todas as pessoas' só se amansa quando podemos olhar para o que falta e o que pulsa dentro de nós. Nos permite dar voz às múltiplas 'pessoas' que moram em nosso mundo interno. Podemos acolher nossos desejos, nossos lutos e nossas fantasias sem precisar que eles se tornem uma realidade concreta para que tenham valor.
O mergulho em si mesmo permite que cada parte nos mostre algo novo, sem a pressa de chegar a lugar nenhum.
É onde aprendemos que viver as nuances e tons da existência depende do quão conscientes e presentes estamos nesta única vida que nos pertence.
Você tem conseguido olhar para a vida que está vivendo?




