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Amor e ódio caminham juntos

10 de mai. de 2025

Mariana de Sousa Aguilar

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Saúde mental

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“Ora, a observação clínica nos mostra que o ódio, é não somente o inesperado acompanhante regular do amor (ambivalência), não apenas o seu frequente precursor nas relações humanas, mas também que o ódio, em várias circunstâncias, transforma-se em amor, e o amor, em ódio”(Sigmund Freud - texto: O Eu e o Id, 1923)

Com frequência ficamos ansiosos ao perceber que podemos nos perceber amando e odiando uma pessoa ao mesmo tempo: a mãe, o pai, os filhos, companheiros. Pensamos que aceitável é apenas o amor, que parece ser mais puro e bonito.

Temos uma ideia de que o ódio representa agressividade, destrutividade, ruindade, e de fato, isso pode acontecer, infelizmente nos deparamos com diversos crimes cometidos. Mas nas relações cotidianas, com as pessoas a quem amamos não se trata disso, da mesma forma que amamos as boas partes, satisfação das necessidades, cuidados, também podemos odiar as partes que consideramos negativas, as frustrações, palavras malditas.

Temos medo de ser odiados pelas pessoas, mas nos surpreendemos ao entender que às vezes somos nós quem estamos odiando devido a frustração. Um caminho psicoterapêutico nos convida a não “odiar o ódio”, mantendo ele afastado de nós e pensando que ele existe apenas fora, no outro, mas sim a pensar sobre ele, no que nos causa ódio, e a conviver melhor com nossas ambivalências.


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